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Alunos da Aeronáutica apresentam jogo inspirado em Epstein com garota de 15 anos

Faculdade descartou o projeto por considerar como “assunto inapropriado”.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Alunos do ITA causam polêmica ao apresentar jogo
Fonte da imagem: G1

Um jogo inspirado nos crimes de Jeffrey Epstein, no qual o jogador controla uma garota de 15 anos sequestrada por seis homens e levada para uma ilha que precisa escapar antes que seja tarde demais. 

Essa proposta foi apresentada por alunos do curso de Engenharia da Computação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), uma das faculdades mais conceituadas do Brasil. 

A apresentação aconteceu durante uma aula na manhã da quarta-feira (11) e imagens vazaram nas redes sociais.

Como o jogo deveria funcionar?

O objetivo da personagem é conseguir juntar ferramentas, um barco e combustível para fugir da ilha

Para isso, ela precisa conversar com cada um dos seis vilões e se adaptar às preferências deles.

A mecânica central se baseia em controlar as expressões faciais da vítima para se adaptar ao humor dos personagens.

Se ela errar, por exemplo rir com um vilão que não gosta de risada, ela começa a perder a confiança dele e a fuga se torna mais arriscada.

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Jogo vazou nas redes sociais

A apresentação seguiu até o fim sem ser interrompida, segundo um aluno que estava na sala e falou para o G1, a turma riu durante a apresentação e houve apenas um comentário de que o tema era "sensível".

Após a aula, prints dos slides começaram a circular em grupos de WhatsApp com alunos e ex-alunos do ITA

Nas conversas, alunas criticaram a escolha do tema. Em resposta, alguns colegas reagiram com figurinhas de Epstein.

Um dos integrantes do grupo que fez o projeto tentou explicar o que aconteceu e disse que o grupo não tinha intenção de zombar das vítimas de Epstein:

"Não, sendo genuíno mesmo mano. A gente pensou por tipo 10min sobre o tema nos inspirando em figurinhas tipo do Sid com o Epstein (com certeza vocês já viram no grupo isso), rascunhamos a apresentação sem pensar gerando imagens aleatórias e não pensamos na conexão que isso tinha com a realidade".

ITA afirmou que o trabalho foi descartado

Em nota, o ITA afirmou que a atividade fazia parte de um exercício acadêmico em que os alunos deveriam apresentar propostas de jogos para desenvolvimento ao longo do bimestre. 

Segundo a instituição, ao identificar a temática, a proposta foi "imediatamente descartada por ter sido identificada como assunto inapropriado".

O instituto informou que o caso está sendo tratado internamente e que ações de conscientização serão reforçadas junto aos alunos por meio do Grupo de Trabalho de Equidade de Gênero

"O ITA reafirma seu compromisso com a formação técnica e ética de seus estudantes e com a promoção de um ambiente acadêmico seguro, pautado pelo respeito, pela responsabilidade e pela integridade".

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