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Irã lança ataque pesado contra Israel após falar que Trump mentiu sobre negociações

Bombas iranianas chegaram a atingir o centro da cidade de Tel Aviv.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Cenas da explosão em Tel Aviv
Fonte da imagem: Uol

O Irã lançou uma onda de ataques pesados contra Tel Aviv na madrugada desta terça-feira (24). Um míssil com uma ogiva de 100 quilos chegou a atingir o centro da cidade.

Ao menos quatro locais foram acertados e seis pessoas ficaram feridas, segundo o serviço de resposta a emergências de Israel.

Equipes de busca ainda procuram por mais vítimas entre os escombros dos locais acertados pelos mísseis.

O ataque aconteceu um dia depois de Trump ter dito que estava tendo uma conversa “muito boa” com o regime dos aiatolás.

Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos da América e o país Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio”, afirmou na publicação.

O presidente americano também anunciou que mandou o Departamento de Guerra adiar os ataques militares contra as infraestruturas do país por cinco dias

Antes disso, ele tinha colocado um prazo de 48 horas para novos ataques caso a República Islâmica não abrisse o Estreito de Ormuz.

Irã negou que estejam acontecendo negociações

O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou à agência de notícias Mehr que a declaração era parte de uma estratégia para fazer o preço do petróleo e do gás cair.

Outra agência estatal do país, a Tasmin, também desmentiu a fala de Trump e usou fontes estatais para dizer que:

"Não houve negociações e não haverá, e com esse tipo de guerra psicológica, nem o Estreito de Ormuz retornará às suas condições pré-guerra, nem haverá paz nos mercados de energia".

A agência de notícias Fars, controlada pela Guarda Revolucionária, disse que não houveram negociações.

Segundo a versão do canal, Trump recuou após ameaças de ataques contra estações energéticas nos países do Golfo, o que poderia aumentar ainda mais o preço do petróleo.
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