Programa de Edmilson Costa se baseia nas ideias da Revolução Russa e nos pensamentos de Luís Carlos Prestes.

Em 2026, os brasileiros vão às urnas para escolher seu novo presidente pelos próximos quatro anos.
Entre os 12 pré-candidatos já anunciados por seus partidos, um chama atenção por trazer um discurso que parece sair de um panfleto comunista do século passado.
Edmilson Costa está concorrendo pelo Partido Comunista Brasileiro, uma sigla que afirma dar continuidade ao partido fundado em 1922 que foi liderado por Luís Carlos Prestes.
A sigla não tem nenhum representante eleito, mas é reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Longe dos holofotes e praticamente inexistente nas pesquisas eleitorais, o partido trouxe um plano de governo radical que defende o fim do Estado democrático como o conhecemos.
Uma das propostas que mais chama atenção é a extinção do Congresso e sua substituição por “Conselhos Populares”:
“Propomos a extinção do Senado e a instituição do parlamento unicameral; criação dos Conselhos Populares, eleitos nos locais de trabalho, moradia e estudo, como instrumentos permanentes de participação popular”.
Esse modelo segue a forma dos conselhos criados pelo Partido Comunista da Rússia em 1905, mais conhecidos como soviets.
Foram essas estruturas que deram origem ao nome que o país assumiu após a Revolução Russa, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Além desses pontos, o programa também defende medidas radicais, chegando a propôr o fim do sistema financeiro privado:
“Defendemos a estatização e o controle público do sistema financeiro, com a criação do Banco dos Trabalhadores, que será responsável pela gestão dos fundos previdenciários e de seguridade social.”
Os bancos não seriam as únicas vítimas do partido, a mídia também se tornaria um alvo da estatização em um governo de Edmilson:
“Democratização dos meios de comunicação, com o fim dos monopólios privados e criação de uma grande empresa pública de comunicação, sob direção de um Conselho de Trabalhadores/as”.
Em um outro trecho do documento, o partido também defende reformas estruturais para mudar a forma como o Judiciário atua no país.
Sem dar mais detalhes, o texto afirma que o poder será “democratizado”. A única mudança que é realmente descrita seria encurtar o tempo dos magistrados.
A sigla defende que os juízes tenham mandatos definidos tanto nas cortes regionais quanto nas superiores.
A ideologia comunista, que inspirou o programa e o partido, foi responsável pela morte de milhões e colocou quase metade da população mundial em ditaduras repressivas.
Apesar disso, partidos como o PCB são completamente leais e têm autonomia para atuar dentro do sistema eleitoral que declaradamente visam destruir.
A Brasil Paralelo investigou como essa ideologia surgiu e se propagou pelo mundo com o épico História do Comunismo. Assista ao primeiro episódio completo abaixo: