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"Ele sabia que ia apanhar": Juliano Cazarré anuncia evento sobre masculinidade e é criticado por atores da Globo

Jordan Peterson já havia escrito que atacar a masculinidade não é bom nem para homens nem para mulheres.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Juliano Cazarré
Fonte da imagem: Reprodução

Juliano Cazarré é dono de uma carreira de sucesso. E mesmo com tantos anos de estrada ele ainda consegue chamar os holofotes para si.

Nos últimos anos, o artista da Globo acumulou polêmicas ao defender publicamente a família tradicional, o papel diferente de pais e mães e a masculinidade como valor.

Cada posicionamento rendeu críticas. E cada crítica parece tornar seus posicionamentos mais fortes.

Parece que este processo já se tornou previsível, já que desta última vez, ele afirmou que sabia que ia apanhar, mas mesmo assim criou o seu novo evento.

O encontro "O Farol e a Forja" é voltado ao debate do papel do homem contemporâneo no trabalho, na família e no cristianismo.

Para Cazarré, "a sociedade enfraqueceu os homens e está pagando o preço por isso".

Uma enxurrada de críticas no instagram

A reação de outros artistas sobre o evento não demorou e uma enxurrada de comentários chegou ao seu instagram.

Marjorie Estiano escreveu que ele estava "reproduzindo um discurso que mata mulheres todos os dias".

Elisa Lucinda chamou o evento de "um grande e preocupante delírio".

Betty Gofman lamentou: "Gente, que criatura incompreensível esse ator, esse homem."

No meio de tudo isso, seguidores cristãos de Cazarré defenderam o movimento como expressão legítima de fé e visão de mundo.

Uma batalha por valores que envolvem a masculinidade e a paternidade

O tema que Cazarré trata, não é um debate novo. O psicólogo canadense Jordan Peterson tratou do tema em uma das suas 12 Regras.

Ele parte da imagem de meninos andando de skate, correndo riscos, tentando dominar algo difícil.

Alguém coloca obstáculos no caminho deles em nome da segurança. Os meninos saem dali e encontram outro lugar para praticar, mais perigoso ainda.

O ponto de Peterson é que esses meninos não estavam tentando se manter seguros. Estavam buscando maestria, habilidade, superação.

Para ele é assim que homens se formam

E é exatamente esse processo que vem sendo sistematicamente interrompido e, como na postagem de Cazarré, criticado por pessoas que formam opiniões.

Para Peterson, universidades inteiras foram construídas sobre o argumento de que a cultura ocidental é uma estrutura opressora criada por homens. 

Que a agressividade masculina é um defeito a ser corrigido. Que meninos devem ser criados como se as diferenças entre os sexos fossem invenções a demolir.

O resultado, segundo ele, é uma geração de homens sem referências, sem propósito, incapazes de carregar os fardos que a vida vai impor de qualquer forma.

Cazarré cita esses pontos: filho sem pai tem mais chance de abandonar a escola, mais risco de envolvimento com drogas, violência e instabilidade emocional. 

https://www.instagram.com/cazarre/reel/DXXaf2ICS99/

A ausência paterna abre espaço para más influências

Em Oficina do Diabo, o personagem Pedro cresceu sem o pai. Foi criado pela mãe. As lacunas que essa ausência deixou estiveram presentes em toda a sua vida.

Natan, o diabo que o tentava, não precisou de grandes argumentos. Bastou encontrar essas brechas e usá-las com precisão para conduzir seu cliente para onde queria, desde a negligência de suas tarefas até brigas com a mãe por isso.

Pedro não era fraco. Era um homem privado de sua principal referência. Seu pai foi herói da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, uma figura que Pedro nunca pôde ter ao lado.

Para conhecer essa história, assista a Oficina do Diabo, o primeiro filme original da Brasil Paralelo.

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