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Chefe do PCC solto por desembargador há 6 anos no Brasil é preso na Bolívia

Criminoso tem condenação a quase 126 anos de prisão por tráfico, associação criminosa e até sequestro de avião.

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Rafael Lorenzo M. Barretti
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Após fugir da Justiça por cerca de seis anos, Gerson Palermo voltou à prisão após uma operação policial realizada em parceria entre a Polícia Federal brasileira e autoridades bolivianas.

Conhecido pelo apelido de “Pigmeu”, ele é apontado pelas investigações como um dos líderes do PCC

Palermo cumpria pena em um presídio federal de segurança máxima em Campo Grande e acumulava condenações que somavam quase 126 anos de prisão.

Entre os crimes atribuídos a ele estão tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e participação no sequestro de um avião da antiga Vasp no início dos anos 2000.

Mesmo com esse histórico, Palermo deixou a prisão em 2020 após uma decisão do então desembargador Divoncir Schreiner Maran, da Justiça de Campo Grande.

Desembargador libertou o criminoso

A autorização para a prisão domiciliar foi concedida durante um plantão judicial e levou menos de 40 minutos para ser tomada, apesar de o processo ter mais de 200 páginas.

O magistrado justificou a medida alegando supostos problemas de saúde do preso, porém o CNJ afirmou que não existia laudo médico que comprovasse a condição alegada.

Horas depois de deixar o presídio federal, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu.

Desde então, entrou para a lista dos criminosos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública.

Como ele foi capturado?

A prisão aconteceu na região de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Segundo as autoridades do país, Palermo foi localizado no município de Cotoca, onde vivia escondido havia anos

De acordo com a Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia, ele levava uma vida aparentemente discreta e se apresentava como empresário do setor agrícola.

A operação foi realizada com apoio da Polícia Federal brasileira e das forças de segurança bolivianas.

O comandante da polícia de Santa Cruz, David Gómez, confirmou a captura e afirmou que Palermo deverá ser deportado para o Brasil.

As investigações apontam que ele continuava ligado às operações do PCC na região de fronteira entre Brasil e Bolívia, uma das principais rotas usadas pelo tráfico internacional de cocaína.

Esse não foi o único caso emblemático em que um chefão da facção foi libertado por uma decisão judicial. 

Enquanto o Brasil segue testemunhando decisões que beneficiam o crime, outro país escolheu um caminho completamente diferente.

O governo Bukele, em El Salvador, criou uma das políticas mais duras do mundo de combate ao crime organizado.

O resultado impressionou e colocou o pequeno país da América Central no centro dos debates sobre segurança em todo o mundo

Antes considerado o país mais violento, a nação agora se tornou uma das mais seguras do ocidente.

Descubra como foi possível derrotar o crime organizado com o documentário original da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo: