Campanha de Flávio Bolsonaro teme que votar contra seja usado nas redes. Votação no Senado deve ficar para quinta-feira.

A oposição no Senado mudou de rota sobre o fim da escala 6x1. De acordo com a CNN, senadores de direita, que até a semana passada tentavam adiar a votação, agora devem apoiar a proposta.
A informação foi apurada pelo diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner.
O plano anterior era empurrar a análise para depois do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Se a obstrução falhasse, a ideia era aprovar alguma emenda que mudasse o texto e o devolvesse à Câmara. Assim, a proposta não seria promulgada antes da eleição.
O objetivo era evitar que Lula colhesse os frutos políticos de uma medida popular em plena campanha.
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A conta virou nos últimos dias. Pessoas envolvidas na campanha de Flávio Bolsonaro passaram a avaliar que votar contra seria mais arriscado do que deixar a proposta passar.
O temor está nas redes sociais. Segundo Rittner, mesmo com explicações sobre as divergências, seria difícil convencer o eleitor. Um corte de vídeo poderia colocar Flávio contra o trabalhador.
O próprio Flávio evitou dizer como vai votar. Na semana passada, chamou a discussão de eleitoreira. Disse ser favorável a mais descanso para os trabalhadores, mas defendeu cautela com os efeitos sobre emprego e renda.
A proposta reduz aos poucos a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. Também garante duas folgas por semana e proíbe corte de salário.
O texto já passou pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. No plenário, precisa de pelo menos 49 votos em dois turnos.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve a proposta na pauta. A votação em primeiro turno estava marcada para quarta-feira (14). Governistas e oposição, porém, avaliam que ela deve ficar para quinta (15).
O apoio da direita não encerra as críticas. Senadores da oposição questionam principalmente a obrigação de duas folgas semanais e os efeitos sobre setores com jornadas específicas.
Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que a redução da carga horária está praticamente pacificada, mas defendeu ajustes para preservar regimes especiais.
Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, apresentou uma alternativa baseada em pagamento por hora e mais liberdade para acordos individuais.
A briga, portanto, deixa de ser sobre votar ou não e passa a ser sobre o formato da mudança.
Se a PEC for aprovada antes do dia 25, a redução da jornada entra no centro da reta final da campanha.
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