Candidatos trazem propostas nacionalistas, liberais e até mesmo comunistas declaradas.

Conforme as eleições presidenciais se aproximam, diversas figuras começam a anunciar suas intenções de disputar.
Até o momento, o número de pré-candidatos está em 12 e inclui nomes como:
Lula (PT);
Flávio Bolsonaro (PL);
Aldo Rebelo (Democracia Cristã);
Renan Santos (Missão);
Ronaldo Caiado (PSD);
Romeu Zema (Novo);
Augusto Cury (Avante);
Cabo Daciolo (Mobiliza);
Hertz Dias (PSTU);
Edmilson Costa (PCB);
Samara Martins (UP);
Rui Costa Pimenta (PCO).
Para se tornarem efetivas, as candidaturas deverão ser confirmadas até o dia 5 de agosto. Veja abaixo os nomes que já falaram em disputar.

O presidente da República é um dos principais nomes na disputa para se manter no cargo após as eleições.
Caso seja reeleito, Lula estará em seu quarto mandato, governando o Brasil por cerca de 16 anos.
Sua carreira na política começou com o sindicato dos metalúrgicos. Ele alcançou fama nacional com as greves dos metalúrgicos entre o final da década de 1970 e início de 1980.
Pouco tempo depois, ele se reuniu com intelectuais de esquerda e ex-guerrilheiros para formar o Partido dos Trabalhadores (PT).
A história de Lula na política é longa. Ele foi deputado constituinte e já concorreu em outras seis eleições presidenciais, ficando fora de apenas três desde a redemocratização.
Sua formação foi até o ensino médio e fez curso técnico de torneiro mecânico no SENAI, apesar disso, ele recebeu mais de 42 títulos de honoris causa.
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Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio foi a indicação de seu pai para disputar as eleições deste ano.
Formado em Direito pela Universidade Cândido Mendes, possui especialização em políticas públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro e em Empreendedorismo pela FGV.
Começou sua carreira política em 2003, aos 22, quando foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro pelo Partido Progressista.
Durante seus quatro mandatos consecutivos na Assembléia Legislativa do RJ, ganhou notoriedade por defender pautas ligadas à segurança pública.
Em 2016, tentou se candidatar à prefeitura do Rio pelo PSC. Naquela ocasião, recebeu 14% dos votos e ficou em quarto lugar. Atualmente ele tem uma cadeira no Senado.

O jornalista e escritor tem uma longa trajetória na vida pública, que começou com a militância de esquerda no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), sigla que integrou por décadas.
Ele foi o relator do Código Florestal brasileiro, apesar de ter feito várias críticas ao projeto após sua aplicação:
“O Brasil perdeu mais de 23 milhões de hectares de agricultura e pecuária, em dez anos,
para unidades de conservação e terra indígenas”, disse em um artigo para a Folha de São Paulo em 2011.
Um dos pontos que ele mais aborda em sua campanha é como as ONGs se tornaram influentes e poderosas, principalmente em regiões ricas em minérios.
Durante o governo de Dilma Rousseff, foi ministro em três ministérios diferentes:
ministro do Esporte, entre 2011 e 2015;
ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, entre janeiro e outubro de 2015;
ministro da Defesa, entre outubro de 2015 e maio de 2016.
Após deixar o governo, ele deixou o PCdoB e trocou de siglas até entrar no partido Democracia Cristã (DC).
Ao longo dos anos, ele se aproximou do espectro da direita, criticando as acusações contra Bolsonaro e os manifestantes do 8 de janeiro.
Ele depôs para o ministro Alexandre de Moraes e chegou a ser ameaçado de prisão por desacato após responder uma pergunta sobre o almirante Garnier.
Seu programa de governo está disponível no livro O Quinto Movimento e afirma ser uma solução nacionalista para além da polarização esquerda e direita.
Aldo Rebelo falou no programa Contraponto, da Brasil Paralelo. Clique aqui para assistir completo.

Renan Santos é o primeiro candidato à presidência do Partido Missão, sigla criada pelos integrantes do MBL.
Ele é um dos principais fundadores do movimento que ganhou destaque durante os protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff.
Natural de São Paulo, frequentou o curso de Direito da USP, mas não chegou a concluí-lo.
Trabalhou com seu pai, um advogado, na área de reestruturação de empresas em situações financeiras instáveis.

Longe de ser um nome novo na política brasileira, Caiado terminou em 10ª lugar nas eleições de 1989, as primeiras após a redemocratização.
Naquela época, ele já se apresentava como um defensor do agronegócio, sendo presidente da União Democrática Ruralista (UDR), grupo que ajudou a criar em 1985.
Ele também ocupou o cargo de deputado, senador e atualmente é o governador de Goiás, eleito em 2018 e reeleito em 2022.
Membro de uma família tradicional na política goiana, Caiado estudou medicina na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e se especializou em ortopedia e traumatologia.

O governador de Minas Gerais entrou na política em 2018, quando venceu a disputa pelo estado.
Ele foi reeleito em 2022 e deixou o cargo em março para se candidatar pelo Partido Novo.
O anúncio de seu nome foi feito na Câmara de Comércio Brasil-EUA em meio a tensões diplomáticas entre os países.
Antes de entrar na vida pública, ele teve uma carreira de sucesso no empreendedorismo, transformando uma loja familiar no Grupo Zema, uma das maiores redes varejistas do país.

O psiquiatra e autor de livros best-seller de auto-ajuda anunciou sua candidatura à presidência pelo Avante em abril.
Formado na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, ele acumula uma série de pós-graduações e trabalhos acadêmicos ao longo de sua carreira.
O anúncio de sua pré-candidatura foi feito através das redes sociais do partido Avante, ao qual se filiou às vésperas.
No comunicado, o partido afirmou que o país precisa “virar a página” da polarização e buscar um caminho de prosperidade e qualidade de vida.

Conhecido pelo Brasil inteiro pelo slogan “glória a Deus” nas eleições de 2018, o ex-deputado anunciou candidatura pelo Mobiliza, antigo PMN.
Na última disputa em que participou, ele recebeu 1,3 milhão de votos e ficou em 6º lugar, à frente de nomes como Henrique Meirelles.
Antes de ser candidato, Daciolo era membro dos bombeiros do Rio de Janeiro e ficou famoso por liderar uma greve de bombeiros no estado.
Ele também ocupou o cargo de deputado federal e chegou a cogitar concorrer a uma vaga para o Senado.

O rapper e professor de história na rede pública do Maranhão usa sua pré-campanha como palanque para defender o socialismo.
Na visão de sua sigla, as eleições buscam dar uma roupagem democrática à “ditadura da burguesia”, mesmo assim ele se diz oposição ao governo Lula e à “extrema-direita”.
Ele já havia concorrido como candidato a vice-presidente em 2018, na mesma chapa que Vera Lúcia Salgado.
Além dessa disputa, Hertz também tentou se eleger prefeito de São Luís e governador do Maranhão, recebendo 0,15% dos votos, cerca de 5.191 votos no total.

Dirigente do Partido Comunista Brasileiro, Edmilson é doutor em Economia pela Unicamp e tem pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da instituição.
Sua trajetória política começou quando ele ainda era jovem e foi dirigente estudantil, alegando ter sofrido perseguição durante o regime militar.
O plano de governo que sua sigla apresentou conta com propostas como estatização do sistema financeiro e extinção do Senado.

Dentista pelo SUS, Samara é a candidata à presidência do partido Unidade Popular, uma sigla que nasceu dos movimentos estudantis e apoia o socialismo.
Ela entrou na política dentro da universidade, atuando na Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande BH e foi diretora de mulheres na UNE.
A Brasil Paralelo investigou como movimentos de esquerda consolidaram hegemonia dentro das universidades com a trilogia Unitopia. Clique aqui para assistir ao primeiro episódio.
Atualmente ocupa o cargo de vice-presidente da sigla e atua nos coletivos Olga Benário e na Frente Negra Revolucionária.
Já concorreu à vice-presidência em 2022, quando o partido lançou a candidatura de Léo Péricles.

Militante de esquerda desde a década de 1970, Rui entrou na política através de movimentos estudantis e sindicais.
Ele se formou no curso de jornalismo da Universidade Cásper Líbero, mas chegou a ser diretor do Centro Acadêmico de estudos literários e linguísticos da USP.
Na década de 1980 participou da fundação do PT, sendo um dos principais nomes da ala conhecida como “Causa Operária”, que rompeu com o partido em 1992.
Mesmo sem muita representatividade, Rui Costa já concorreu à presidência em quatro eleições