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Defesa de Filipe Martins diz ter prova de que Mauro Cid escreveu minuta golpista

Advogado Jeffrey Chiquini afirmou que o documento “irá abalar o Brasil”.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Jeffrey Chiquini
Fonte da imagem: Rosinei Coutinho/STF

A defesa de Filipe Martins afirma ter encontrado, nos arquivos do celular do tenente-coronel Mauro Cid, um documento inédito. De acordo com o advogado Jeffrey Chiquini, esse material mudaria o rumo das investigações sobre a minuta golpista.

Em entrevista, ele descreveu o material como a prova de que Cid teria redigido um plano próprio de golpe de Estado e tentado atribuir a autoria ao ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro.

Chiquini apresenta essa tese ao Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (9). Ele afirma ter localizado o documento durante a análise dos 78 terabytes de arquivos anexados aos autos da investigação.

O advogado afirma que os dados apontaram Cid como autor da nova minuta.

  • Assista o julgamento de Felipe Martins no STF.

O que diz a defesa de Felipe Martins?

Chiquini sustenta que o arquivo mostra um “decreto” em que Mauro Cid propunha instalar no Brasil um “tribunal constitucional militar”.

Ele afirma que o militar tentou convencer comandantes do Exército a aderirem à proposta, mas não obteve apoio.

“Afirmo: Mauro Cid queria o golpe. Ele criou uma minuta golpista e tentou convencer seus comandantes. Como ninguém aderiu, criou uma falsa narrativa para se blindar e tentou atribuir tudo ao Filipe Martins”, disse Chiquini.

Segundo ele, o documento teria sido omitido até agora e não faz parte do material divulgado anteriormente pela Polícia Federal.

Confronto com a versão já conhecida

A PF já identificou outra minuta fotografada por Mauro Cid em 28 de novembro de 2022, durante reunião com integrantes do Exército. Essa é a minuta pela qual Filipe Martins responde no STF,  Cid o aponta como autor na delação premiada.

A defesa nega a participação de Martins e diz esperar que o novo material seja analisado pelo plenário. Martins chegou a ser preso preventivamente e hoje responde ao processo com tornozeleira eletrônica.

Chiquini classifica o caso como uma “farsa” e diz que seu cliente quer depor.

“Filipe Martins sonhava com esse julgamento. Está ansioso. Ele acredita que será absolvido.”

O advogado afirma que revelará o documento diretamente da tribuna do Supremo e publicou nas redes sociais que as provas “irão abalar o Brasil”.

O julgamento ocorre enquanto Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, segue como peça central nos processos sobre a tentativa de golpe.

Mauro Cid cumpre pena em regime domiciliar, por ter colaborado com as investigações como delator. O trânsito em julgado confirmou seu status.

O advogado de Martins sustenta que a nova minuta muda o foco da investigação e desmonta a versão apresentada na delação.

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