Luiz Philippe de Orleans e Bragança disse que o projeto visa garantir a boa convivência com a comunidade islâmica.

A Procuradoria-Geral da República recebeu uma representação criminal contra o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP).
Ele está sendo acusado de racismo religioso e discriminação contra a comunidade islâmica por causa da divulgação de um projeto de lei Anti-Sharia.
A proposta afirma buscar o impedimento da “imposição” da lei islâmica no Brasil e proteger a soberania nacional e os direitos fundamentais dos brasileiros.
A representação afirmam que a comunicação utilizada para promover o projeto associa o Islã ao terrorismo internacional e retrata os muçulmanos como uma ameaça à sociedade.
Segundo o texto, as peças sugerem que o Brasil estaria sob risco de sofrer uma futura imposição da Sharia e que o projeto seria necessário para impedir esse cenário.
Para os autores, a abordagem contribui para disseminar estereótipos negativos sobre os muçulmanos, estimulando medo e rejeição contra a comunidade islâmica.
A representação também afirma que algumas publicações retratam líderes muçulmanos de forma considerada ofensiva.

Em uma entrevista para a Brasil Paralelo, Luiz Philippe disse que sua intenção com a lei anti-sharia é justamente defender a convivência entre religiões.
“O projeto e minha intenção não tem nada a ver com a fé, tem a ver com defender a Constituição e os direitos constitucionais.”
Ele destacou que o código da sharia não pode ser confundida com a religião islâmica em si.
Muito pelo contrário, ao proibir formalmente a imposição de leis paralelas, as chances de conflitos religiosos se espalharem como nos países europeus pode cair drasticamente, em sua visão.
Isso garante que o Brasil continue sendo uma nação aberta, onde pessoas de todos os credos coexistam em paz, amizade e harmonia.
O documento foi protocolado nesta semana pelo deputado estadual Maurici (PT) e pede que a PGR abra uma investigação.
A representação solicita que sejam adotadas medidas judiciais no STF e providências administrativas para remover ou bloquear publicações discriminatórias.
Apresentado em março deste ano, o Projeto de Lei nº 824/2026 propõe criar mecanismos para impedir a aplicação de códigos religiosos estrangeiros em território brasileiro.
Na justificativa da proposta, Luiz Philippe argumenta que países como Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha têm passado por uma introdução gradual da Sharia.
Em vídeos que viralizam nas redes sociais é possível ver fiéis islâmicos impondo seus costumes, como o jejum durante o Ramadã, em bairros nesses países.
Grupos islâmicos estariam se utilizando de contratos privados e associações religiosas, o que poderia enfraquecer a autoridade das leis nacionais.
Além de ser membro da família imperial, Luís Philippe é conhecido por ser um árduo defensor de pautas conservadoras e liberais.