O parlamentar afirmou que Israel seria “o novo terceiro reich” e está matando mulheres e crianças com armas químicas.

No dia 14 de abril, enquanto judeus ao redor do mundo recordavam as vítimas do Holocausto, o parlamento da Polônia foi palco de um episódio que gerou repercussão internacional.
Durante uma sessão no Sejm, o deputado Konrad Berkowicz exibiu uma bandeira de Israel alterada com uma suástica no lugar da Estrela de Davi enquanto acusava o país de cometer genocídio.
“Israel está cometendo genocídio diante de nossos olhos com particular crueldade; Israel é o novo Terceiro Reich”, afirmou da tribuna.
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O parlamentar disse que o país estaria utilizando bombas de fósforo, substâncias proibidas, e atacando civis, incluindo mulheres e crianças.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou o gesto como “abominável” e acusou o deputado de profanar a memória das vítimas do Holocausto.
“É difícil imaginar maior desprezo pelo Holocausto do que este ato ultrajante”, afirmou o órgão em nota oficial.
A declaração também destacou que o uso do símbolo nazista em referência a Israel ultrapassa os limites da crítica política.
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O presidente do parlamento, Włodzimierz Czarzasty, apresentou denúncia ao Ministério Público, afirmando que o deputado pode ter cometido crime ao insultar a bandeira de um país estrangeiro e promover simbolismo fascista.
Segundo ele, a conduta pode se enquadrar em dois artigos do Código Penal polonês:
— ofensa pública a símbolo nacional de outro Estado.
— promoção de ideologia fascista.
Especialistas ouvidos pela imprensa local afirmam que, se houver condenação, a pena pode chegar a dois anos de prisão, embora o processo dependa da retirada da imunidade parlamentar.
Em suas redes sociais, voltou a defender o ato e afirmou que não ficará em silêncio.
“Não ficarei em silêncio enquanto Israel comete limpeza étnica”, escreveu.
Ele também reiterou acusações de que Israel promove fome, deslocamento forçado e uso de armas químicas contra civis.
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