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Manifestantes se reunem na Paulista em primeiro ato de Flávio Bolsonaro como pré-candidato

Nikolas e Malafaia falam em cadeia para ministros, mas Flávio escolhe a cautela com o STF.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Ato na Paulista
Fonte da imagem: Fábio Vieira/Estadão

Avenida Paulista foi o centro da manifestação organizada pelo deputado Nikolas Ferreira e pelo pastor Silas Malafaia.

O ato contou com a presença do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro. O senador  adotou um tom moderado em relação ao Judiciário, mas foi forte contra Lula, citando escândalos de corrupção e os gastos do atual presidente. 

No palanque, fez um aceno ao eleitorado feminino e projetou um cenário de retorno:

“Em janeiro de 2027, Bolsonaro vai subir a rampa do Planalto com o povo brasileiro”.

Aliados de Flávio falam em prisão de ministros do STF

Se Flávio poupou nomes, Nikolas Ferreira e Silas Malafaia foram diretos. Nikolas afirmou que o destino de Alexandre de Moraes não deve ser apenas o impeachment, mas a "cadeia".

Malafaia, por sua vez, subiu o tom contra Dias Toffoli e Moraes, citando suspeitas de corrupção e contratos milionários envolvendo o Banco Master, afirmando que ambos "não têm moral para julgar ninguém".

A defesa da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro foi um dos pontos centrais. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, declarou que seu "primeiro ato", caso eleito presidente, será conceder anistia plena.

O tema é visto como o "primeiro passo" para a libertação dos presos, com foco na derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria.

A presença de Romeu Zema (Novo) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB) ao lado de Flávio e Caiado mostrou uma união pouco comum de diferentes partidos da direita no mesmo palanque.

Zema reforçou que "ninguém no Brasil é intocável", em referência à Corte, enquanto Nunes exaltou o senador Flávio como o líder do time que entrará em campo "para ganhar de lavada" em 2026.

Quantas pessoas estiveram no ato?

De acordo com o Monitor do Debate Político da USP estimou a presença de 20,4 mil pessoas na Paulista, enquanto o portal Poder 360 calculou 22,8 mil manifestantes.

A conexão com a geopolítica global não ficou de fora. A deputada Bia Kicis (PL-DF) comparou a mobilização brasileira ao "despertar" mundial, citando o fim do regime de Ali Khamenei no Irã como um exemplo de que sistemas opressores podem ruir.

De fora do país, Eduardo Bolsonaro participou por vídeo, reafirmando que o único caminho para a liberdade é uma bancada forte no Senado e a eleição de Flávio à Presidência

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