História•5 min de leitura

Dom Pedro II quase morreu quando criança

Ficou tão mal que jornais chegaram a especular que o menino imperador havia morrido.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Dom Pedro II
Fonte da imagem: Arquivo Nacional

Dom Pedro II conviveu desde muito novo com problemas de saúde. Antes mesmo de completar dois anos, teve três fortes crises convulsivas entre os dias 3 e 4 de agosto de 1827.

Os episódios vieram acompanhados de febre e foram associados, na época, ao crescimento dos dentes.

O problema também aparecia na família. Dom Pedro I sofria de crises epilépticas, assim como outros parentes dos dois lados da família.

Pesquisadores que estudaram os registros médicos de Pedro II apontam uma forte predisposição familiar a convulsões.

Aos 7 anos, uma nova crise assustou o país

Em outubro de 1833, Dom Pedro II adoeceu novamente. O menino teve convulsões gerais, febre alta e sinais de congestão cerebral. Um boletim médico da época registra que ele chegou a entrar em estado comatoso.

A preocupação ultrapassou os muros do Paço.

Boletins sobre a saúde do jovem imperador começaram a aparecer no Jornal do Commercio e em outros periódicos. A recuperação foi celebrada semanas depois com cerimônias religiosas de Ação de Graças.

O medo tinha uma dimensão política.

Pedro havia perdido a mãe, Dona Leopoldina, ainda bebê. Dois de seus irmãos homens também morreram muito pequenos. Ele acabou se tornando o único filho homem sobrevivente de Dom Pedro I e o herdeiro da Coroa brasileira.

Por isso, quando sua saúde piorava, não era apenas uma família que temia perder uma criança. O país temia perder o futuro imperador.

As crises ainda apareceriam durante a adolescência. Há registros de novos episódios em 1840, quando Pedro II tinha 14 anos.

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