Bactérias que produzem gases fazem pressão a aumentar dentro dos animais, o que os transforma em “bombas-relógio”.

Conhecidos por habitarem rios e lagos na África, os hipopótamos vivem nas águas de mais de 30 países.
Um fato pouco conhecido sobre esses animais é que seus corpos podem explodir após a morte.
Isso acontece quando a carcaça fica exposta ao Sol por muito tempo. Bactérias decompositoras produzem gás metano, que se acumula nas entranhas dos animais e pressiona as paredes do estômago.
A pressão aumenta a um nível que qualquer corte na barriga do cadáver pode provocar uma explosão.
Os hipopótamos não são os únicos animais que passam por esse processo. As carcaças de baleias também podem explodir.
Quando uma baleia morre encalhada na praia, o processo é parecido, mas em uma escala muito maior.
Como esses animais podem pesar dezenas de toneladas, a decomposição produz enormes quantidades de gases, como metano e sulfeto de hidrogênio.
Em alguns casos, o corpo da baleia incha tanto que qualquer corte pode provocar uma explosão repentina.
Foi isso que quase aconteceu recentemente na Irlanda. Uma equipe fazia a necropsia de uma baleia de quase 19 metros quando ouviu sons vindos do interior do animal.
A especialista Stephanie Levesque, que participava do exame, contou que pensou que a baleia “ia explodir na sua cara” caso ela continuasse perfurando a carcaça.
Por sorte o animal não explodiu, porém esse tipo de acidente já aconteceu em diferentes partes do mundo.
Em 2004, uma baleia cachalote explodiu enquanto era transportada em um caminhão em Taiwan. Sangue e vísceras atingiram ruas, lojas e pessoas que estavam próximas ao veículo.