Vítimas de Epstein acusam Andrew de participar de abusos sexuais e novos documentos podem ajudar a confirmar isso.

Horas após ter sido detido pela polícia britânica, o ex-príncipe Andrew foi visto deixando a delegacia de Aylsham na tarde desta quinta-feira (19).
Fotos publicadas pela imprensa local mostram o irmão do rei Charles III no banco de trás de um carro.
A soltura encerra um período de aproximadamente 11 horas em que Andrew permaneceu sob custódia das autoridades para prestar esclarecimentos.
Enquanto o ex-príncipe estava na delegacia, a polícia realizou uma operação de busca e apreensão. Sua residência oficial foi completamente revistada.
De acordo com informações do site The Sun, a operação não parou por ali. Outras residências ligadas à família real em Windsor e Norfolk também foram alvos das autoridades.
A operação busca provas que possam sustentar as acusações de má conduta e vazamento de dados sigilosos.
Um dos pontos investigados pelas autoridades britânicas é a possibilidade de Andrew ter repassado informações confidenciais para o criminoso sexual.
Ele teria entregado relatórios comerciais potencialmente confidenciais de uma época em que ele era representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
“Podemos confirmar o recebimento desse relato e estamos avaliando as informações de acordo com nossos procedimentos estabelecidos”, destacou a nota.
Um e-mail acessado pela AFP deixou claro que Andrew repassou um documento com informações sobre suas viagens ao Vietnã, Hong Kong, Shenzhen (na China) e Singapura.
Epstein recebeu as informações cerca de cinco minutos após o próprio príncipe tê-las recebido.
Na troca de mensagens, Andrew aparece com o codinome The Duke, na época ele ocupava o cargo de Duque de York.
O rei Charles III comentou que "recebeu com a mais profunda preocupação as notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e a suspeita de má conduta em cargo público".
O monarca seguiu defendendo o trabalho das autoridades e defendeu que “a lei deve seguir seu curso”.
"O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada da maneira apropriada e pelas autoridades competentes… Nisso, como eu já disse antes, eles têm nosso total e sincero apoio e cooperação", continuou.
Andrew perdeu o título de príncipe ano passado, após uma série de escândalos envolvendo sua relação com o milionário das finanças preso por crimes sexuais em 2019.
Apesar de não ser mais considerado príncipe, ele ainda ocupa a oitava posição na linha de sucessão pelo trono da Inglaterra.
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