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Flávio Bolsonaro afirma que candidatura em 2026 é irreversível

Afirmação acontece após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, enquanto partidos aliados discutem composição para 2026.

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Redação Brasil Paralelo
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Flávio Bolsonaro afirma que candidatura em 2026 é irreversível
Fonte da imagem: O senador Flávio Bolsonaro deixa o prédio da Polícia Federal em Brasília. InfoMoney/REUTERS/Adriano Machado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reafirmou nesta terça-feira (9) que sua pretensão de disputar a Presidência da República em 2026 é definitiva. Segundo ele, não há espaço para recuos:

“minha candidatura é irreversível, não vamos voltar atrás”.

A declaração foi dada após visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Encontro que, segundo ele, reforçou a convicção de seguir no jogo eleitoral.

O que motivou a convicção de Flávio

Até então, Flávio havia sinalizado cautela: no domingo (7), admitiu a possibilidade de desistir da corrida se certas condições fossem atendidas: se o pai estivesse “livre e nas urnas”.

Mas, segundo ele, o atual ambiente político e o apoio popular captado em pesquisas justificam a manutenção da pré-candidatura. “Vejo o ânimo renovado da militância”, declarou ao sair da PF.

Para Flávio, seu sobrenome e a herança de seu pai continuam sendo um fator de força dentro da base bolsonarista, assim como um diferencial frente a outros nomes em potencial, como o do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Reações dentro do campo político e o desafio de formar alianças

A reafirmação da candidatura de Flávio ocorre em meio a intensa movimentação no campo conservador, com vozes divergentes sobre quem deve representar a direita em 2026. Para alguns do centrão e da chamada “direita moderada”, o nome de Tarcísio ainda seria mais competitivo.

Porém, o líder do PL no Senado, Rogério Marinho (RN), já tratou a candidatura de Flávio como “para valer”, ressaltando que os partidos aliados (PP, União Brasil, entre outros) terão tempo para analisar a proposta antes de se posicionarem.

O principal desafio agora é “construir palanque”: consolidar acordos partidários, garantir apoios regionais e montar uma estratégia nacional que possa competir com as demais candidaturas em curso.

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