Pastor é conhecido por apoiar o ex-presidente, defendeu a candidatura de Tarcísio para presidência.

Flávio Bolsonaro participou de um culto com o pastor Silas Malafaia na Assembléia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, Zona Norte do Rio.
O pré-candidato estava acompanhado de sua esposa, Fernanda Bolsonaro, que também participou de um café da manhã com o pastor e sua mulher.
Durante o culto, Malafaia chamou Flávio e outros políticos ao púlpito e conduziu uma oração coletiva.
Entre os presentes estavam o ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella, o ex-governador Cláudio Castro e o presidente da Assembleia Legislativa do estado, Douglas Ruas.
Ao final da cerimônia, ele agradeceu nominalmente a presença de Flávio e pediu que transmitisse um cumprimento ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Malafaia é uma das principais lideranças evangélicas do Brasil e tem sido um apoiador ferrenho de Jair Bolsonaro desde o início de seu governo.
No entanto, ele estava afastado da campanha presidencial de Flávio, isso porque apoiava o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Ele chegou a dizer em janeiro que não estava “empolgado” para apoiar uma campanha de Flávio Bolsonaro.
No mês seguinte, o pastor também disse que o irmão do candidato, Eduardo Bolsonaro, ajudaria mais se não falasse nada.
O ato de ontem parece ter colocado um ponto final no que parecia um afastamento entre o pastor e a família do ex-presidente.
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Em uma entrevista para o Estadão, Malafaia voltou a falar sobre sua relação com os Bolsonaro e disse que tem o direito de escolher quando demonstrar seu apoio:
“Eu sou amigo dos Bolsonaros há muito tempo e tenho canal direto com eles. Eu só não aceito alguém botar na minha goela a hora que eu tenho que dar apoio. Eu apoio Flávio, e ele sabe disso há muito tempo. Por acaso vou votar em alguém de esquerda? Claro que não”.
Durante a pregação, Malafaia disse também que se irritou com os apoiadores do presidente que o cobraram durante o culto:
“Quando essa cambada da extrema direita começar a me atacar, querendo botar na minha goela, a hora que eu digo que apoio alguém, eu falei: ‘escolheram o cara errado’. Não tenho medo de rede social, de ser caluniado ou infamado. Eu vi a eleição de São Paulo para prefeito, quando eu denunciei o mascarado com 30 vídeos, um por dia. Na época, 300 mil pessoas deixaram de me seguir. Quando a eleição acabou, disseram “perdão, pastor Malafaia”.
Ao longo das últimas semanas, Flávio buscou consolidar seu apoio com outros nomes da direita, chegando a visitar inclusive o ex-candidato à prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal.
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