Emmanuel Macron declara o fim da "era da paz" e estende o poder atômico francês a oito países vizinhos. Veja o plano.

Enquanto a guerra entre Rússia e Ucrânia entra em seu quarto ano sem sinais de recuo e o Oriente Médio ferve com o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, um vídeo viraliza nas redes sociais.
Nele, o presidente Emmanuel Macron aparece ao lado de lideranças militares francesas, cantando o hino nacional diante de um submarino nuclear.
A cena, que parece ter sido extraída de um filme de guerra, ocorreu durante a visita de Macron à base naval de Île Longue. Em seu discurso, ele declarou que o parêntese histórico da paz na Europa foi oficialmente fechado.
Para o líder francês, a aliança global de controle de armas "se assemelha a um campo de ruínas".
Em resposta, ele anunciou que Paris aumentará seu arsenal nuclear, atualmente em 290 ogivas, e deixará de divulgar os números exatos de seu estoque, encerrando uma era de transparência em nome da segurança estratégica.
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O grande diferencial do novo plano de Macron é a chamada "dissuasão avançada". Pela primeira vez, a França coloca seu poder nuclear para proteger não apenas suas fronteiras, mas também seus vizinhos europeus.
Um grupo de oito países, como Alemanha, Polônia e Reino Unido, já aceitou participar de treinamentos conjuntos e trocar informações de inteligência.
Na prática, isso significa que aviões franceses prontos para o combate poderão usar bases em solo aliado, o que torna quase impossível para um inimigo prever de onde viria uma resposta.
Apesar dessa união, Macron deixou claro que a palavra final continua sendo apenas dele. O controle do arsenal permanece exclusivo da França, sem divisão de planos ou de ordens.
A decisão de usar a força máxima está apenas nas mãos do presidente francês, que reforçou a ideia de que a sobrevivência dos parceiros europeus está ligada à segurança da própria França.
Em suas palavras, as linhas vermelhas francesas não podem ser vistas pelo inimigo, mas elas existem e cobrem os aliados.
A mudança de rumo do continente ficou clara até nos nomes dos submarinos. Os modelos antigos foram batizados em uma época de otimismo, mas o novo gigante dos mares, que deve ficar pronto em 2036, recebeu o nome de "O Invencível".
Ele terá a missão de enfrentar ameaças em um mundo onde os acordos de paz do passado foram deixados de lado.
O plano agora é focar em resolver as três maiores fraquezas da Europa. Primeiro, melhorar os radares e satélites para detectar mísseis vindo de longe.
Depois, garantir uma defesa total contra ataques de drones e aviões. Por fim, garantir que o continente tenha mísseis potentes o suficiente para alcançar grandes distâncias.
Para dar a dimensão desse poder, Macron lembrou que apenas um de seus submarinos carrega mais explosivos do que todas as bombas usadas em toda a Europa durante a Segunda Guerra Mundial.
"Um único submarino nosso, como o que está atrás de mim, possui capacidade de ataque equivalente à soma de todas as bombas lançadas na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Isso é quase 1.000 vezes o poder das primeiras bombas nucleares"
Com esse movimento, a França avisa ao mundo que o continente não quer mais depender de favores ou promessas de outros países, mas sim da sua própria capacidade de se defender.
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