Marinha americana treina golfinhos e leões marinhos para uso militar há ao menos 60 anos.

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que seu país pode usar golfinhos em guerras durante uma coletiva de imprensa.
A fala aconteceu enquanto ele desmentia rumores de que o regime iraniano estava treinando o animal para a guerra:
“Não posso confirmar ou negar que nós não temos os ‘golfinhos kamikaze’, mas posso confirmar que eles não têm”.
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Apesar do comentário, uma notícia da BBC divulgada nos anos 2000 afirma que o país do Oriente Médio comprou um grupo de animais treinados pela antiga URSS.
Na época, a Rússia enfrentava uma das maiores crises de sua história e os treinadores dos animais afiravam que não conseguiam alimentá-los.
Desde então não há muitas informações sobre o que aconteceu com os animais ou se o programa de treinamento para golfinhos continua ativo no país.
O relato mais recente envolvendo essa “arma” incomum veio de uma matéria do jornal The Wall Street Journal.
A notícia diz que oficiais iranianos levantaram a possibilidade de usar novas armas contra os navios americanos, incluindo submarinos e “golfinhos portadores de minas”.
Mesmo que os iranianos não tenham golfinhos kamikaze, o fato é que os americanos tem treinado os animais para a guerra desde a década de 1960.
O programa de treinamento para animais era considerado confidencial até se tornar público em 1990.
Foram testadas espécies diferentes, como tubarões, tartarugas e aves marinhas. No entanto, apenas golfinhos e leões marinhos se mostraram eficientes.
Eles servem para realizar operações no mar, um uso semelhante ao que acontece com os cachorros em terra.
Entre as funções dos golfinhos estão encontrar objetos, identificar ameaças e até mesmo impedir o trabalho de mergulhadores inimigos.
Os golfinhos se destacam pela capacidade de se comunicarem sem serem detectados e conseguirem identificar alvos e perigos.
Enquanto isso, leões marinhos se destacam em encontrar e resgatar objetos no fundo do mar.
Até o momento não há informações sobre o uso de nenhum desses animais no conflito contra o Irã.