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Governo Trump anuncia mudanças nas diretrizes alimentares dos EUA

Nova medida prioriza “comida de verdade” no lugar de alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Donald Trump e Robert Kennedy
Fonte da imagem: Getty Images

O governo Donald Trump anunciou uma mudança nas diretrizes alimentares dos Estados Unidos para o período de 2025 a 2030.

A nova orientação muda o foco da política de nutrição federal e coloca alimentos simples e pouco processados no centro da dieta dos americanos.

A ideia é reduzir o espaço ocupado por produtos industrializados e retomar uma alimentação baseada em comida “de verdade”.

Segundo a Casa Branca, o modelo adotado nas últimas décadas incentivou o consumo de ultraprocessados e apostou mais em medicamentos do que em prevenção.

O resultado teria sido o avanço de doenças crônicas e o aumento dos gastos públicos com saúde.

Na prática, o novo guia recomenda uma alimentação formada principalmente por proteínas, vegetais, frutas, gorduras naturais e grãos integrais, com menos açúcar e menos carboidratos refinados.

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Os principais pontos das novas diretrizes são:

  • Proteína como base da alimentação, incluindo ovos, carnes, aves, peixes e também opções vegetais como feijão, lentilhas e soja.
  • Menos ultraprocessados, como refrigerantes, bebidas adoçadas, snacks industrializados e alimentos prontos.
  • Gorduras naturais de volta ao prato, como azeite, abacate, frutos do mar e laticínios integrais, que voltam a ser recomendados.
  • Redução de refinados, com limite ao consumo de pão branco, biscoitos e produtos feitos com farinha processada.
  • Dietas com menos carboidratos passam a ser indicadas como alternativa válida para o controle de doenças crônicas, com respaldo científico.

Outra mudança importante é o abandono da lógica focada apenas em calorias. O novo guia prioriza a qualidade dos alimentos, não só a quantidade.

O açúcar, por exemplo, passa a ter uma recomendação mais simples: cerca de até 10 gramas por refeição.

O governo afirma que a mudança responde a um problema concreto. Estimativas oficiais indicam que quase metade dos impostos federais é destinada à saúde, e grande parte desse dinheiro é usada para tratar doenças consideradas evitáveis, muitas delas relacionadas à alimentação.

As novas diretrizes afetam diretamente programas públicos de grande escala, como refeições em escolas, forças armadas e programas para veteranos.

A promessa é oferecer opções mais nutritivas, levando em conta diferentes realidades de renda e acesso.

Ao apresentar o novo modelo, o governo também afirmou que deixa de lado abordagens baseadas em “equidade alimentar” e passa a defender recomendações gerais baseadas em ciência e bom senso.

A expectativa é que a mudança ajude a melhorar a saúde da população e reduzir custos no longo prazo.

Para apoiar a transição, a Casa Branca lançou uma plataforma com informações práticas, receitas e orientações.

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