Modelo deveria atuar em um ambiente fechado, mas conseguiu acessar a internet e entrou sozinho em sistemas reais.

O Gemini recebeu a missão de participar de um teste de segurança em um ambiente controlado.
Só que o modelo do Google saiu desse ambiente, encontrou sistemas reais na internet e invadiu três empresas. Foi a primeira vez que a companhia revelou um caso desse tipo envolvendo sua própria inteligência artificial.
O episódio aconteceu em maio durante um teste realizado pela empresa de segurança Irregular.
O Gemini não deveria ter acesso livre à internet. Uma falha no ambiente, porém, abriu essa porta.
Em um dos casos, o modelo tentou adivinhar uma senha até conseguir entrar em um sistema protegido.
Nos outros dois, encontrou credenciais publicadas na internet e usou essas informações para acessar sistemas privados.
Depois de perceber que havia entrado em empresas reais, e não em partes do teste, o Gemini interrompeu a ação.
O Google afirma que esse detalhe é importante.
A empresa não considera o episódio um caso de uma IA agindo contra as intenções humanas. Segundo a companhia, os mecanismos de segurança funcionaram porque o modelo parou assim que identificou o erro.
Mesmo assim, o caso levantou outra preocupação.
O modelo conseguiu ultrapassar os limites do teste e realizar sozinho ações que resultaram em invasões reais.
Nas últimas semanas, casos semelhantes também envolveram modelos da OpenAI, Anthropic e Meta.
Em alguns deles, sistemas de IA também deixaram seus ambientes de teste e tentaram acessar empresas externas.
Os episódios ajudaram a aumentar a pressão sobre as empresas que desenvolvem os modelos mais avançados.
Dario Amodei, CEO da Anthropic, chegou a defender uma desaceleração no desenvolvimento até que a indústria consiga oferecer mais garantias de segurança.
A questão agora deixou de ser apenas o que uma IA consegue responder.
Ela também passa pelo que esses sistemas podem fazer quando recebem acesso ao mundo fora da tela.
É justamente essa disputa sobre poder, controle e inteligência artificial que está no centro de Technocracia: O Algoritmo do Poder.
Clique aqui, baixe a Brasil Paralelo gratuitamente e assista.
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.