Novo mapa adota projeção que representa continentes em proporções reais e corrige distorções do modelo usado desde o século XVI.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou nesta semana um novo mapa-múndi com o Brasil no centro e o sul no topo.
O mapa, intitulado Riqueza de Espécies 2025, foi apresentado em evento no Palácio do Itamaraty, em Brasília, como parte das comemorações dos 90 anos do instituto.
A publicação integra uma série iniciada em 2024, quando o IBGE lançou um primeiro mapa com o Brasil centralizado. Em 2025, uma segunda versão inverteu a orientação norte-sul.
O novo mapa mantém as duas escolhas e adiciona a projeção Equal Earth, criada em 2018, que representa os continentes em proporções reais.
Na projeção de Mercator, usada desde o século XVI, a Groenlândia e a África parecem ter tamanho semelhante. No entanto, caberia 14 Groenlândias dentro do continente africano.
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O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, afirmou que o mapa "desafia séculos de visão eurocêntrica".
Em 2025, a ex-presidente Dilma Rousseff exibiu uma versão semelhante durante agenda na China.
A iniciativa não é consenso dentro do próprio instituto. Entidades sindicais classificaram os mapas como uma "encenação simbólica" sem respaldo nas convenções cartográficas internacionais.
Em janeiro de 2025, mais de 600 servidores assinaram uma carta acusando Pochmann de práticas autoritárias e alertando para o risco à credibilidade do órgão.
Lula defendeu o presidente do IBGE, chamando-o de "um dos grandes intelectuais desse país".
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