Partido do ex-ministro do STF já havia anunciado o nome de Aldo Rebelo.

A pré-candidatura de Joaquim Barbosa foi anunciada pelo Partido Democracia Cristã neste sábado (16).
O ex-ministro do STF ficou conhecido como um símbolo da luta contra a corrupção por conta de suas posições duras como relator nas investigações do Mensalão petista.
Ele se aposentou do cargo em junho de 2014 e foi substituído pela ministra Cármen Lúcia.
Apesar de sua postura ter sido muito elogiada por opositores do PT, Joaquim Barbosa declarou apoio a Lula nas eleições de 2022.
Em um vídeo, ele disse que os brasileiros tinham a missão de tirar Bolsonaro da presidência e fez fortes críticas ao governo:
“Ao meu ver, o voto tem que ser pragmático, é preciso votar já em Lula no primeiro-turno para encerrar essa eleição no domingo. Ele é um candidato em condições de derrotar Bolsonaro.”
Na eleição anterior, em 2018, o ex-ministro já havia criticado o ex-presidente e afirmado que não era uma boa opção.
Joaquim Barbosa concorrerá pelo Democracia Cristã, partido que ficou famoso por lançar o nome de Eymael em todas as eleições desde 1998.
O problema é que a sigla já havia anunciado o ex-ministro Aldo Rebelo como pré-candidato e havia firmado um compromisso com ele.
Rebelo emitiu uma nota na qual disse que não abrirá mão de sua candidatura e falando que a indicação de barbosa vai contra tudo que ele defende:
“Minha pré-candidatura à presidência da República está mantida, conforme convite da direção nacional do Democracia Cristã… A candidatura de Joaquim Barbosa, anunciada em um balão de ensaio é uma afronta em relação a tudo que defendo com relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas.”
Aldo Rebelo entrou com uma ação judicial contra a sigla para reverter a decisão e manter sua candidatura.
A articulação para que Joaquim Barbosa entrasse nas eleições deste ano começou em abril, quando amigos falaram de sua simpatia pela sigla.
A alta cúpula agiu com cautela, já que Barbosa havia anunciado seu interesse em concorrer à presidência pelo PSB, mas voltou atrás pouco depois.
O presidente do DC, João Caldas, encomendou uma pesquisa eleitoral para decidir quais seriam os próximos passos.
Após o resultado colocar Barbosa em uma posição melhor do que a de Rebelo, ele anunciou que trocaria o candidato.
Além disso, outros dois partidos pequenos também alegaram que apoiariam o nome do magistrado, o que foi importante para definir a decisão.
A decisão abriu um racha interno na sigla nanica. Lideranças regionais se opuseram à mudança.
João Caldas apenas respondeu dizendo que "quem não estiver com Joaquim Barbosa está fora do partido".