Jyrson Guilherme Klamt criticou mudanças em regras da faculdade e disse que agrediria trans que entrassem no mesmo banheiro que sua filha.

Ribeirão Preto, foi condenado a três anos de prisão por transfobia.
A decisão do Tribunal de Justiça determinou que ele deverá cumprir a pena em regime aberto e pagará um salário mínimo por mês para uma ONG LGBT durante um ano.
Além disso, as alunas que abriram o processo deverão receber R$10 mil cada uma por reparação moral.
A decisão da Justiça é referente a um caso que aconteceu em 2023, após a instituição permitir o uso livre de banheiros com base na identificação dos alunos.
Segundo contaram, as alunas trans estavam no refeitório quando foram abordadas pelo professor, que comentou sobre a mudança.
Ele perguntou em qual banheiro os estudantes iriam e seguiu falando que achava um absurdo a universidade abrir a possibilidade de escolher o banheiro.
Após esses comentários, o professor disse que partiria para a agressão caso um aluno trans usasse o banheiro em que sua filha estava:
“Aí ele se manifesta dizendo que se a gente usasse o banheiro em que a filha dele estivesse presente, a gente sairia de lá morta. Sem contar que durante toda abordagem ele me tratou no masculino”, alega uma das alunas ao G1.
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Um boletim de ocorrência foi aberto por causa dessa conversa, registrado como ameaça e injúria racial.
O caso fez com que o professor fosse afastado por 180 dias de suas atividades no Hospital das Clínicas e acabasse suspenso por 90 dias da Faculdade de Medicina.
Além disso, ele foi obrigado a assistir um curso de letramento em identidade de gênero e sexualidade da Comissão de Inclusão e Pertencimento da universidade.
A Brasil Paralelo investigou a ideologia de gênero no último episódio da trilogia As Grandes Minorias. Assista completo abaixo: