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Mãe perde a filha para o câncer e cria fundação para salvar a vida de outras crianças

A organização ajuda familiares com problemas financeiros a pagar o tratamento e auxilia em enterros e homenagens.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Imagem da garota que morreu e sua mãe fez uma organização para ajudar pessoas que passam pelo mesmo
Fonte da imagem: ABC News

Kinlee Karter Owens era uma menina de 10 anos que faleceu após perder uma dura batalha contra um tipo raro de câncer

A doença, conhecida como DIPG, atingiu a região do tronco cerebral responsável por funções vitais do corpo e não podia ser operada.

O diagnóstico chegou pouco mais de um ano antes de sua morte e sua mãe, Nikki Owens, esteve ao seu lado por todo o período.

Agora, meses após a morte da filha, ela decidiu transformar o luto em uma missão e ajudar outras famílias que vivem o mesmo drama.

Assim foi fundada a organização sem fins lucrativos batizada em homenagem ao apelido carinhoso da filha: “Stink”.

Eu ficava em casa pensando: eu deveria estar dando remédio para ela agora. Deveria estar preparando o almoço. Eu estava enlouquecendo”, contou à ABC News.

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Organização busca ajudar país com custos de tratamento

Foi nesse cenário que surgiu a ideia da fundação. Segundo Nikki, famílias inteiras acabam entrando em crise financeira enquanto tentam cuidar dos filhos doentes.

Ajuda para pagar a conta de luz, a conta do telefone, o financiamento da casa. Essas famílias não deveriam estar preocupadas com isso enquanto tentam cuidar de uma criança doente”, afirmou.

Ela explica que muitos pais deixam o trabalho para permanecer ao lado dos filhos durante o tratamento.

Muitos querem passar os últimos momentos com os filhos. Só que, quando você não trabalha, você não recebe. Algumas pessoas perdem o emprego e ficam sem renda. Isso deveria ser a última preocupação dessas famílias.”

A fundação também pretende ajudar famílias mesmo após a morte das crianças, o que a maioria das organizações não faz.

Nikki afirmou que algumas organizações deixaram de prestar auxílio depois que Kinlee faleceu porque ela não estava mais em “tratamento ativo”.

Quando ela morreu, disseram que não podiam mais ajudar. Mas os custos continuam. Funeral é caro. Tudo fica caro muito rápido”, contou.

A fundação quer auxiliar inclusive em despesas funerárias e em homenagens especiais para as crianças.

Nikki afirma que o reconhecimento oficial da organização sem fins lucrativos saiu em apenas duas semanas e meia, um prazo considerado incomum nos Estados Unidos.

Para arrecadar recursos e ampliar a conscientização sobre o DIPG, amigos e familiares organizaram uma venda de doces em diferentes pontos.

A família também tenta chamar atenção para outro problema, a falta de investimentos em pesquisas sobre câncer infantil.

Megan Pleasant, amiga próxima da família, afirmou que apenas 4% das doações destinadas ao câncer vão para pesquisas sobre câncer infantil

A avó de Kinlee, Pam Zoshak, disse que a comunidade local se mobilizou para apoiar a família e agora eles buscam fazer o mesmo por outros pais.

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