Ministro afirmou que não havia provas de que eles estavam envolvidos em crime.

Alexandre de Moraes arquivou uma investigação por contrabando que mirava o presidente da Câmara, Hugo Motta, Ciro Nogueira e outros políticos.
Câmeras de segurança mostram eles voltaram de uma viagem no Caribe e entrando sem que suas bagagens passassem pelo scanner.
Apesar da gravação, Moraes afirmou que não há provas concretas contra os suspeitos e por isso, não faria sentido manter o caso aberto:
"Não se verifica, a partir dos elementos de investigação colhidos pela Polícia Federal, qualquer envolvimento dos referidos parlamentares com as apontadas condutas ilícitas que, supostamente, teriam sido praticadas por tripulantes da aeronave proveniente da ilha caribenha de SaintMartin", disse Moraes na decisão.
O ministro determinou que o caso das pessoas sem foro privilegiado que também foram gravadas deverá voltar para a primeira vara de Justiça de Sorocaba.
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O auditor Marco Canella foi flagrado autorizando a entrada de sete volumes, cinco malas e dois pacotes, sem a análise.
Canella já foi investigado em um outro inquérito por facilitação de contrabando. A Receita Federal afirma que investigações internas aconteceram sob sigilo.
O caso aconteceu em 2024, quando os parlamentares voltavam de uma viagem em São Martinho, no Caribe.
Eles chegaram a bordo de um avião particular do empresário Fernando Oliveira Lima, que é ligado a casas de apostas digitais e chegou a ser investigado na CPI das Bets.
Ciro chegou a defender Fernandim quando a senadora Soraya Tronick disse que não conseguia contato com o empresário.
“Não é verdade que é difícil encontrá-lo. Dr Fernando é um grande empresário do meu estado, conheço ele há muito tempo”, respondeu
Além de Motta e Nogueira, também estavam a bordo os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).