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A guerra vai acabar? Descubra o que disse o novo líder do Irã em sua primeira declaração

Apesar do posicionamento, jornal afirma que Mojtaba Khamenei está em coma e sem uma perna.

Por
Rafael Lorenzo M Barretti
Publicado em
Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, faz primeiro pronunciamento. veja o que ele disse.
Fonte da imagem: CNN

Após quatro dias de silêncio desde que assumiu a liderança do Irã, Mojtaba Khamenei fez seu primeiro pronunciamento oficial à frente do país

O mundo pode descobrir o que ele pensa sobre alguns temas cruciais para a região, como:

  • a possibilidade de paz na região; 

  • Estreito de Ormuz;

  • os grupos financiados pelo Irã.

Novo líder exige compensação do ocidente 

Mojtaba prometeu vingança pela morte de cidadãos iranianos durante os ataques americanos e israelenses contra o país:

Dou a todos a certeza de que não renunciaremos à vingança pelo sangue dos seus mártires. A vingança que temos em mente não se refere apenas ao martírio do eminente líder da Revolução; cada membro da nação que é martirizado pelo inimigo constitui, por si só, um caso independente para o dossiê da vingança.”

O líder assumiu após a morte do pai durante a operação e também perdeu outros familiares, incluindo a esposa e um filho.

Ainda assim fez questão de dar destaque para a escola feminina Shajareh Tayyebeh, que foi destruída na ofensiva, tirando a vida de 168 meninas.

No entanto, ele seguiu afirmando que “uma parte da vingança já se concretizou”, fazendo referência às retaliações que o país fez ao longo da semana, e exigiu compensação pelo conflito:

Exigiremos compensação do inimigo e, caso se recuse, tomaremos de seus bens na medida que julgarmos necessária; e, se isso também não for possível, destruiremos seus bens na mesma proporção.”

Estreito de Ormuz deve continuar fechado

No começo de seu pronunciamento, o filho de Ali Khamenei disse que “certamente ainda deve ser utilizado o instrumento de bloqueio do Estreito de Ormuz”.

A região é importante para a economia global, já que 20% de todo o petróleo do mundo passa por lá.

Trump chegou a fazer uma publicação em suas redes sociais na qual ameaçou fazer ataques mais intensos caso o país não libere a passagem:

Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos da América VINTE VEZES MAIS FORTE do que foi até agora”.

Ele não foi o único a falar sobre o tema, o presidente francês Emmanuel Macron também disse que seu país vai passar a escoltar embarcações que passarem pelo estreito.

As forças francesas participarão de uma missão conjunta com outras nações europeias para garantir a segurança na região.

Entenda a situação no Estreito com o especial da Brasil Paralelo

Mojtaba agradeceu o Hezbollah e outros grupos apoiados pelo Irã

Em outro trecho do posicionamento, o novo líder supremo agradeceu a colaboração das principais milícias apoiadas pelo Irã na região.

Ele chegou a fazer agradecimentos diretos ao Hezbollah e às milícias Houthis no Iêmen, além de mencionar a “resistência iraquiana”.

“O Iêmen, corajoso e fiel, não deixou de defender o povo oprimido de Gaza; o dedicado Hezbollah, apesar de todos os obstáculos, veio em auxílio da República Islâmica; e a resistência do Iraque também segue bravamente essa mesma linha.”

Para ele, a união desses grupos representam importantes aliados na luta contra Israel e os EUA.

Jornal afirma que Mojtaba perdeu uma perna e está em coma

O posicionamento foi emitido através de uma nota escrita e não de uma gravação de vídeo ou de áudio, o que alimenta rumores sobre a saúde de Mojtaba

O jornal britânico Daily Mail chegou a afirmar que ele estaria gravemente ferido pelos ataques americanos e israelenses

A publicação afirma que ele está sem uma perna e em coma em uma UTI do Hospital Universitário Sina. Uma ala inteira teria sido fechada para garantir sua segurança.

Desde que assumiu, ele não fez nenhuma aparição pública oficial, alimentando rumores sobre sua saúde.

A CNN, no entanto, alega que ele teria sofrido apenas uma fratura no pé, uma contusão ao redor do olho esquerdo e pequenos cortes no rosto.

Leia a mensagem na íntegra

"Queridos irmãos combatentes! O desejo das massas populares é a continuação de uma defesa eficaz e que cause arrependimento. Além disso, certamente ainda deve ser utilizado o instrumento de bloqueio do Estreito de Ormuz.

Sobre a abertura de outras frentes, nas quais o inimigo possui pouca experiência e será extremamente vulnerável, foram realizados estudos. A ativação dessas frentes ocorrerá caso a situação de guerra persista e levando em consideração os interesses.

Também expresso minha sincera gratidão aos combatentes da Frente de Resistência. Consideramos os países da Frente de Resistência como nossos melhores amigos, e a causa da resistência e a própria Frente de Resistência são partes inseparáveis dos valores da Revolução Islâmica.

Sem dúvida, a união dos componentes da Frente de Resistência entre si encurtará o caminho para livrar-se da sedição sionista. O Iêmen, corajoso e fiel, não deixou de defender o povo oprimido de Gaza; o dedicado Hezbollah, apesar de todos os obstáculos, veio em auxílio da República Islâmica; e a resistência do Iraque também segue bravamente essa mesma linha.

Dou a todos a certeza de que não renunciaremos à vingança pelo sangue dos seus mártires. A vingança que temos em mente não se refere apenas ao martírio do eminente líder da Revolução; cada membro da nação que é martirizado pelo inimigo constitui, por si só, um caso independente para o dossiê da vingança.

Uma parte limitada da vingança pelo sangue dos mártires já se concretizou, mas enquanto não for plenamente realizada, esse dossiê continuará acima dos demais. O crime que o inimigo cometeu de forma deliberada contra a escola Shajareh Tayyebeh em Minab, e alguns casos semelhantes, possui uma importância especial nesse processo.

Exigiremos compensação do inimigo e, caso se recuse, tomaremos de seus bens na medida que julgarmos necessária; e, se isso também não for possível, destruiremos seus bens na mesma proporção.
O inimigo, há anos, foi gradualmente estabelecendo bases em alguns países vizinhos. Na ofensiva recente, algumas dessas bases militares foram utilizadas e, naturalmente, assim como havíamos advertido de forma explícita, sem que houvesse qualquer agressão contra esses países, atacamos apenas essas bases."