Documento defende que as pessoas preservem sua humanidade em meio a inovações.

Pouco mais de um ano após assumir seu pontificado, o Papa Leão XIV assinou sua primeira Encíclica de seu pontificado.
O documento intitulado Magnifica Humanitas (Magnífica Humanidade) está dividido em cinco capítulos e fala sobre as tecnologias modernas, em especial, a Inteligência Artificial.
O religioso afirma que as inovações não são inimigas da humanidade, mas sim ferramentas neutras.
Isso faz com que ela reflita características das pessoas que a desenvolvem, financiam e regulam.
Assim, o Papa faz um apelo para que seja buscado o “bem comum” e para que as pessoas “se mantenham humanas” em meio aos avanços da IA.
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A palavra Encíclica tem sua origem no idioma grego e pode ser traduzida como “geral” ou “que circula”.
Um documento do tipo é uma carta escrita por um Papa para seus bispos para orientá-los sobre algum tema específico.
Nela, o líder da Igreja busca exprimir uma opinião embasada nas escrituras e na tradição que deve ser seguida pelos representantes da instituição.
Esse tipo de texto pode abordar diversos temas, como a questão do trabalho, a defesa da paz ou assuntos puramente espirituais.
Longe de ser a primeira vez em que o Vaticano se posiciona sobre as mudanças na sociedade e nos meios de produção, a carta ganha um sentido ainda mais profundo quando colocada em perspectiva histórica.
Dentro do próprio documento há diversas referências à Encíclica Rerum Novarum (Das Coisas Novas), publicada em 1891.
No documento o Papa Leão XIII abordou frontalmente a "questão operária", defendendo direitos para os trabalhadores e justiça social:
“pouco a pouco, os trabalhadores, isolados e sem defesa, têm-se visto, com o decorrer do tempo, entregues à mercê de senhores desumanos e à cobiça duma concorrência desenfreada.”
Além da defesa dos trabalhadores, Leão XIII também fez críticas aos movimentos socialistas e comunistas que se propaga na época, como na Carta encíclica Quod apostolici muneris:
“a pestilência mortal que serpenteia pelas vísceras íntimas da sociedade e a leva ao perigo extremo de ruína…Sem dificuldade, entendeis, veneráveis irmãos, que falamos da seita dos que com nomes bárbaros e diversos, se chamam ‘socialistas’, ‘comunistas’ ou ‘niilistas’”.
Desde o início de seu pontificado, o atual Papa deixou clara sua admiração pelo trabalho de Leão XIII.
Ele já elogiou em diversos momentos o diálogo que seu antecessor promoveu com o mundo moderno e alega procurar seguir uma linha semelhante.
Conheça a história dos papas e do cristianismo com o especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo: