Ex-governador propôs café reservado ao banqueiro e alertou que ele precisaria reagir. Assessoria classifica o contato como gesto cordial.

Todos os dias novos nomes aparecem no Caso Master. Depois de ministros do Supremo e até o presidente da República, fica o questionamento: quem será o próximo nome ligado a Daniel Vorcaro?
O nome da vez é João Doria, ex-governador de São Paulo. Nos arquivos do banqueiro levantados pela Polícia Federal e liberados pelo ministro André Mendonça foram encontradas mensagens entre os dois.
No texto, obtido pela PF no celular do banqueiro, Doria diz estar preocupado e pede um encontro reservado.
"Estou preocupado com você. Tenho escutado coisas que vão precisar de reação sua. Sempre com equilíbrio e ponderação. Mas jamais com o silêncio. Vamos agendar um café?", escreveu Doria.
Vorcaro respondeu que não sabia do que se tratava. Doria especificou: "A você, ao Maurício, ao banco. Reservadamente." Maurício Quadro é ex-sócio do Banco Master.
O banqueiro pediu uma ligação. Doria respondeu que ligaria em seguida. A chamada não foi atendida. Vorcaro retornou o contato logo depois.
A data do diálogo não consta no documento da PF. A assessoria de Doria confirmou a troca de mensagens e informou que ocorreu em maio de 2025.
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Segundo a nota, foi "apenas um gesto cordial", enviado antes de qualquer tema de gravidade ser imputado publicamente ao banco.
Doria é fundador e copresidente do Grupo Lide, organizador de eventos no Brasil e nos Estados Unidos patrocinados pelo Banco Master.
Os fóruns costumam reunir ministros do STF, do Superior Tribunal de Justiça, parlamentares e integrantes do governo.
Um trecho separado do relatório da PF cita a presença de Vorcaro em evento do Lide em Nova York.
Vorcaro foi preso na quarta-feira, 4 de março, por ordem do ministro André Mendonça, do STF. A Polícia Federal apontou tentativa de obstrução das investigações e coação de desafetos.
Este é mais um episódio envolvendo o Banco Master. Um caso de muitas camadas que acabam se perdendo em tantas manchetes que surgem a cada dia.
E para entender o que realmente aconteceu, é preciso ir além das manchetes.
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