A MS13 é conhecida por usar símbolos satânicos desde a sua criação.

A Mara Salvatrucha, mais conhecida como MS13, é uma das organizações criminosas mais violentas e poderosas do mundo.
Durante décadas, o grupo não tinha uma estrutura clara de poder e seus membros se articulavam de maneira descentralizada.
Isso mudou entre os anos de 2002 e 2003, quando a facção passou por um processo de reorganização interna.
A MS13 abandonou o modelo desorganizado de grupos locais para construir uma estrutura hierárquica capaz de coordenar ações dentro e fora das prisões.
Dessa reorganização nasceu a chamada Ranfla Nacional. Segundo documentos judiciais dos Estados Unidos, essa cúpula ficou conhecida como Os Doze Apóstolos do Diabo.
A estrutura funcionava quase como um conselho administrativo do crime. Mesmo presos, os líderes emitiam ordens para homicídios, extorsões, ataques contra policiais, negociações políticas e expansão internacional da organização.
De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, a Ranfla Nacional coordenava operações em El Salvador, México, Estados Unidos e outros países.
Essa estrutura transformou uma gangue de rua em uma organização transnacional ligada a homicídios, tráfico, extorsão e terrorismo.
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Como muitos de seus membros fundadores eram amantes fervorosos do heavy metal, a MS-13 tem um forte histórico de usar símbolos desse estilo musical.
Na década de 1980, muitas bandas desse gênero abordaram questões como ocultismo e esoterismo, o que popularizou esse tipo de narrativa entre fãs.
Muitos membros usavam símbolos e objetos ligados ao satanismo, alguns chegavam até a fazer práticas mais sérias, com rituais macabros e sacrifícios de animais.
O presidente Bukele chegou a acusar o grupo de praticar assassinatos ritualísticos e até mesmo sacrifícios de bebês.
Em uma entrevista com Tucker Carlson, o presidente contou que conheceu um ex-membro da facção que deixou o grupo após testemunhar um desses casos:
“Ele falou que estava acostumado a matar por território ou para coletar dinheiro, mas foi a uma casa onde os criminosos estavam prestes a matar um bebê e ele disse ‘por que vamos matar esse bebê?’ e responderam ‘porque a besta pediu um bebê, então temos que dar a ele o bebê’”.
Juntamente com sua rival, a Barrio 18, o MS13 controlou cerca de 80% de todo o território de El Salvador.
O cenário parecia irreversível, até o grupo bater de frente com o governo de Nayib Bukele em 2022.
Naquele ano, o grupo foi responsável por um massacre que acabou com a vida de 87 pessoas em um único fim de semana.
Em resposta, o governo Bukele determinou um regime de exceção e aumentou os poderes das forças policiais.
Nos dois primeiros meses, mais de 33 mil pessoas foram presas. Ao longo dos anos seguintes, esse número ultrapassou 90 mil detenções, segundo dados oficiais.
As operações também miraram as estruturas das facções, cortando comunicações e mirando o financiamento dos grupos.
O sucesso do governo Bukele colocou El Salvador no centro do debate sobre segurança no mundo inteiro após conseguir um feito que parecia impossível.
A Brasil Paralelo levou suas câmeras para a América Central e procurou entender a fundo como funciona o “modelo Bukele”. Assista completo abaixo: