O padre disse que percebeu que a sua visibilidade estava comendo aquilo que ele tinha de mais sagrado: “se você não enxergar Jesus em minha vida, eu não sirvo para nada”.

O padre Fábio de Melo se tornou um dos sacerdotes mais famosos do Brasil. As suas falas furaram uma “bolha católica” e atingiram pessoas de outras religiões e até aquelas que não às têm.
Esse sucesso fez o padre ser convidado para participar de diversos programas de televisão. Em rede nacional, o Pe. Fábio de Melo interagia com famosos e conversava sobre diversos assuntos.
A fama o fez ser muito criticado pois ele teria se tornado uma espécie de “sacerdote dos famosos”, um padre vaidoso e pouco dedicado a Cristo. Muitos chegaram a pedir até a sua expulsão da Igreja, o que ele respondeu:
“Um dia, contrariando todos os palpites dos que me viram crescer, tornei-me padre. Muitos continuam acreditando que não sirvo para o cargo. Pedem minha expulsão, dizem que sou uma vergonha para a Igreja. Eu compreendo. Também sou vítima do moralismo que cega, dificulta voltar no tempo e encarar o fato de que o RH de Jesus foi o pior da história. Só escolheu gente estranha, esquisita. Os perfeitos também eram bem-vindos, mas não sobreviviam, pois o consideravam louco.”
Outras pessoas sempre apontaram o padre Fábio de Melo como um ser humano muito profundo e sensível. Em suas músicas e pregações, é possível ler comentários como esse:
“Eu venci a doença dos olhos e perdi somente uma visão....eu venci o abandono do marido pra ficar com outra mulher depois de 28 anos de casados...eu venci a depressão..eu venci a rebeldia do meu filho rapaz..e hj eu estou aqui ouvindo essa canção que representa tudo o que passei.”
Em meio a tantas críticas e elogios, a autocrítica do padre o levou a mudar. Ele não especificou exatamente o comportamento que o incomodou, mas falou abertamente sobre a mudança e suas motivações.
Em um evento realizado pela Canção Nova, o padre Fábio de Melo falou abertamente sobre uma mudança profunda que ele vem passando. A começar, ressaltou a falibilidade de um líder religioso:
“Quando você escuta um líder religioso, você não pode acatar tudo o que a gente fala não, porque o diabo também tem chance em nossas vidas. Quantas vezes ele teve na minha?”
A plateia ouvia em silêncio a pregação que seguiu:
“Eu tenho dito, minha gente. Eu estou fazendo o caminho de volta há uns três anos. Com toda a honestidade do mundo.”
Ao ouvir isso, a plateia aplaudiu e o padre seguiu explicando o que o motivou:
“Ser muito conhecido é um inferno. Há muitas formas de lidar com a visibilidade, eu posso muito bem me sentir a última cocada e a última bolacha do pacote ou eu posso me sentir o mais miserável dos homens.”
O padre seguiu apontando o ponto de inflexão:
“Nos últimos três anos, quando eu percebi, que a minha visibilidade estava comendo aquilo que eu tinha de mais sagrado que é o meu sacerdócio, eu disse: ‘não, eu não fiquei padre para isso. Eu fiquei padre para estar com meu povo’”.
A única forma que ele encontrou para a mudança
Padre Fábio de Melo disse que só foi possível mudar, de fazer o caminho de volta, após reconhecer que estava errado:
“Eu achei que podia fazer muita coisa e não podia. Eu achei que daria certo muitos planos e não deram.”
Em seguida, encerrou com uma frase forte:
“Quando você olha para mim, se você não enxergar Jesus em minha vida, eu não sirvo para nada.”
Os santos não são pessoas perfeitas. Em grande parte das vezes, são homens e mulheres que levam uma vida totalmente desordenada e, em algum momento, encontram a verdade em Cristo.
Esse encontro os leva a mudar e a partir daí eles se tornam as figuras tão admiráveis que conhecemos.
A igreja é muito rigorosa para eleger alguém como santo, pois essas pessoas passam a ser modelos para todos os católicos: imagine o peso de escolher um exemplo errado?
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