Grupo invadiu sistemas de órgãos de segurança, incluíndo a PF, o MPF e até mesmo o FBI.

A Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, durante uma nova fase da operação Compliance Zero.
Ele é acusado de encomendar serviços e efetuar pagamentos para grupos que ficaram conhecidos como “A Turma” ou “Os Meninos”.
Entre os pedidos esteve a invasão de sistemas das forças de segurança para saber se havia alguma investigação contra o banco:
"A partir dessa metodologia, de acordo com a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol", afirmou André Mendonça.
Essas organizações foram criadas pelo banqueiro para monitorar e intimidar pessoas de interesse para o Banco Master.
O grupo ganhou maior repercussão após o vazamento de mensagens falando sobre o jornalista Lauro Jardim, da Globo.
Na ocasião, mensagens de Vorcaro mostram ele falando que queria forjar um assalto para agredir o repórter:
“Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele. Esse Lauro, quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.
Na ocasião, ele falava com Luiz Philipi, apelidado de Sicário. O criminoso morreu dentro da delegacia com suspeitas de suicídio.
Além do pai de Henrique, a operação também cumpriu outros 6 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão em três estados. Entre os presos na manhã de hoje (14):
David Henrique Alves;
Victor Lima Sedlmaier;
Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos;
Manoel Mendes Rodrigues;
Anderson Wander da Silva Lima, policial federal da ativa lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro;
Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado.
“A maior fraude bancária na história do Brasil”, foi assim que Fernando Haddad classificou o caso do Banco Master.
Agora, policiais e jornalistas estão revelando que o Vorcaro mantinha uma ampla rede de contatos com alguns dos nomes mais poderosos do Brasil.
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