Antes da decisão, Aldo dizia manter candidatura e ameaçava judicializar disputa interna.

Há poucos meses, Aldo Rebelo era apresentado pelo Democracia Cristã (DC) como aposta do partido para a eleição presidencial de 2026. Agora, a legenda inicia o processo para expulsá-lo.
O DC anunciou nesta quarta-feira (21) a abertura de um processo disciplinar que deve resultar na expulsão sumária de Aldo Rebelo e na comunicação de sua desfiliação à Justiça Eleitoral.
A decisão acontece após dias de conflito público entre o ex-ministro e a direção do partido. O estopim da crise foi a mudança nos planos para as eleições de 2026.
Aldo estava confirmado como pré-candidato ao Planalto, mas passou a questionar publicamente a decisão do partido de apostar no ex-presidente do STF Joaquim Barbosa como novo nome para a disputa.
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Em nota, o Democracia Cristã afirmou que as declarações recentes de Aldo “não condizem com os valores democratas-cristãos”.
A legenda também acusou o ex-ministro de agir com “intransigência”, “má-fé” e ataques contra a direção partidária.
“Não há espaço para ameaças, calúnias, difamação, má-fé e arrogância”
Tentativas de resolver o conflito internamente fracassaram antes da abertura do procedimento disciplinar. Aldo mantém candidatura e chama escolha de Joaquim Barbosa de “afronta”
Após o anúncio do ex-ministro do STF, Aldo Rebelo reagiu afirmando que não desistirá da pré-candidatura.
O ex-ministro disse que manterá o projeto presidencial até a convenção partidária e chegou a afirmar que poderá judicializar a disputa dentro da legenda.
Em nota publicada nas redes sociais, classificou a possível candidatura de Joaquim Barbosa como uma “afronta” ao modelo de relações políticas que defende.
Aldo também afirmou que candidaturas devem representar projetos coletivos, e não interesses específicos.
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Nos últimos dias, o ex-ministro elevou o tom das críticas.
Aldo sugeriu à imprensa que a escolha de Joaquim Barbosa poderia estar relacionada ao avanço de investigações ligadas ao caso Banco Master em Alagoas, estado governado até abril por JHC (PSDB), filho do presidente nacional do DC, João Caldas.
O partido rejeitou as acusações.
Nos bastidores, dirigentes afirmam que a troca ocorreu porque a pré-candidatura de Aldo não teria conseguido avançar politicamente nem ganhar força nas pesquisas.
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