Vídeo ultrapassou 11 milhões de visualizações e reuniu apoio de nomes da direita e esquerda.

Uma pregação está viralizando nas redes sociais e no YouTube. Isso porque uma pastora utilizou o palco de um dos maiores eventos evangélicos do Brasil para fazer um alerta às mulheres.
No último domingo, durante o 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, em Camboriú (SC), a pastora Helena Raquel afirmou:
"A maior parte das pessoas que são vítimas, em igrejas evangélicas, de violência doméstica ou de violência sexual, elas são orientadas a não denunciar o culpado. Pare de orar por ele hoje e comece a orar por você. Você precisa ter coragem para sair, denunciar e buscar um lugar seguro. Não acredite em pedidos de desculpa, porque quem agride mata."
Um trecho compartilhado no Instagram ultrapassou 11 milhões de visualizações. O vídeo completo, com uma hora e vinte minutos, chegou a 1 milhão de visualizações no YouTube em três dias.
"Pedófilo não é ungido. Pedófilo é criminoso. Não existe capacidade de se encontrar na mesma figura um pastor e um abusador. Ou é pastor, ou é abusador."
Em determinado momento, se dirigiu diretamente às crianças, orientando-as a ligar para o número 100 caso estivessem sofrendo algum tipo de abuso.
E reforçou:
"Não existe unção que justifique abuso. Não existe chamado que autorize agressão. Se agride, não representa Deus. Ungido não é abusador. Ungido não é agressor. E o pecado não se protege. Se confronta."
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro republicou um comentário da psicanalista Angela Sirino sobre a pregação.
"Não foi a fala da pastora Helena Raquel que chocou. Foi o que ela revelou. Quando a denúncia incomoda mais do que o erro, algo está fora do lugar. Fé não acoberta. Fé confronta", escreveu Sirino.
A deputada Tabata Amaral também compartilhou um trecho e classificou como "corajosa e importante".
"Precisamos dar um basta na violência contra nós, mulheres. Fico muito feliz de ver cada vez mais de nós deixando diferenças de lado e se unindo nessa luta", escreveu.
Em entrevista ao G1, Helena Raquel disse que o tema não surgiu de um caso específico.
"Foi um direcionamento de Deus ao meu coração através da oração. Estou certa de que a proteção à criança e à mulher é um tema de grande importância cristã e precisa ser abordado, ensinado e defendido."
Helena Raquel tem mais de três décadas de ministério, 1,6 milhão de seguidores no Instagram e é autora de 13 livros.
Lidera a Assembleia de Deus Vida na Palavra, no Rio de Janeiro, e é idealizadora do projeto Pastoras do Brasil.
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