Bloqueios no estreito de Hormuz elevam risco global e pressionam mercados.

O preço do petróleo voltou a subir com força nesta quinta-feira (23), impulsionado pela escalada de tensões no Oriente Médio.
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O barril do Brent, referência internacional, chegou a US$ 106,08, cerca de R$ 530 na cotação atual, o maior valor desde 7 de abril. A alta, de mais de 4%, reflete o aumento da incerteza sobre o fornecimento global da commodity.
No centro da crise está o estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do mundo. Cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumido globalmente passa pela região.
EUA e Irã mantêm bloqueios simultâneos ao tráfego marítimo no local.
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Na quarta-feira (22), a Guarda Revolucionária iraniana anunciou a retenção de dois navios-petroleiros que tentavam atravessar o estreito sem autorização.
Do outro lado, o Comando Central dos EUA informou que ordenou o retorno de 31 embarcações como parte de sua operação na região.
A escalada acontece mesmo após o anúncio de um cessar-fogo por parte dos Estados Unidos.
O governo iraniano, no entanto, rejeitou a ideia de uma trégua prolongada sem a suspensão dos bloqueios.
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O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, classificou a ação americana como uma “violação flagrante” do acordo.
A incerteza sobre o fluxo de petróleo já se reflete nos mercados globais.
As bolsas asiáticas fecharam em queda, com perdas em Tóquio, Hong Kong, Xangai e Taiwan. Apenas Seul registrou alta.
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O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também avançou e chegou a US$ 97,19 (cerca de R$ 485).
O bloqueio em Ormuz não afeta apenas o preço do petróleo. Ele pressiona cadeias inteiras da economia global de combustíveis a transporte aéreo.
Com menos oferta e maior risco geopolítico, investidores reagem rapidamente, elevando os preços.
Sem avanço nas negociações entre EUA e Irã, o mercado passa a operar sob um cenário de instabilidade prolongada e o petróleo volta ao centro das tensões globais.