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Polícia Federal quer quebrar sigilo de fundo ligado a filme sobre Jair Bolsonaro

Investigadores avaliam abrir inquérito específico sobre financiamento do filme Dark Horse.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Jim Caviezel como Bolsonaro
Fonte da imagem: Reprodução

Durante dez anos, membros e seguidores da Brasil Paralelo pediram uma iniciativa como esta. Agora, a BP está prestes a lançar seu primeiro Clube do Livro.

Uma coleção física criada para levar mensalmente à casa dos membros algumas das obras mais importantes para entender as ideias que governam o mundo.

O Clube foi pensado como uma jornada de formação intelectual. São 12 obras selecionadas por Lucas Ferrugem e pelos principais professores da Brasil Paralelo.

A sequência foi pensada para conduzir o leitor pelas grandes questões da filosofia, da política, da história, da linguagem, da civilização e da cultura.

Em vez de perder horas tentando decidir por onde começar, o membro recebe uma curadoria pronta, organizada por quem estuda esses temas em profundidade.

É como ter alguém dizendo: comece por aqui, avance por este caminho e entenda como uma ideia leva à outra.

Fundo ligado a advogado de Eduardo já apareceu em reportagens anteriores

O fundo analisado pela PF já havia sido citado em reportagens anteriores. Surgiram questionamentos após a divulgação de que um fundo ligado ao advogado teria comprado um imóvel no Texas.

Eduardo negou qualquer relação com a propriedade e afirmou morar de aluguel.

Não comprei casa nos EUA. Não tem nada no meu nome”.

O ex-deputado também afirmou que Calixto atuava apenas em questões migratórias e negou ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro.

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Investigadores estudam ajuda internacional para acessar dados

O principal obstáculo é que o fundo está sediado nos Estados Unidos. Por isso, a PF avalia diferentes caminhos jurídicos para acessar informações protegidas por sigilo.

Uma das possibilidades discutidas é utilizar mecanismos de cooperação internacional por meio da Interpol, incluindo instrumentos usados para rastrear ativos ligados a organizações criminosas espalhadas em outros países.

Outra alternativa seria solicitar colaboração formal do governo americano.

Segundo a CNN, investigadores consideram esse caminho mais difícil devido ao cenário político e à possibilidade de resistência do governo dos EUA em temas que possam atingir pessoas ligadas à família Bolsonaro.

PF discute abrir inquérito sobre financiamento do filme

Além da quebra de sigilo, a corporação avalia se o caso deve continuar dentro do inquérito do Banco Master, atualmente sob relatoria do ministro André Mendonça, ou se merece uma investigação própria focada apenas no financiamento do filme.

Uma investigação separada poderia mudar inclusive quem seria o relator do caso no STF.

A discussão ocorre porque o financiamento do longa envolve diferentes elementos além do Banco Master, incluindo produtora que recebeu recursos públicos municipais, emendas parlamentares federais e verbas de deputados estaduais de São Paulo, segundo a apuração.

Nos bastidores, investigadores tentam responder perguntas que ainda permanecem abertas:

  • O dinheiro enviado por Vorcaro foi usado apenas no filme?

  • Outros financiadores utilizaram o mesmo fundo?

  • Houve repasses sem relação direta com a produção?

  • Recursos beneficiaram terceiros ou agentes políticos?

Segundo a CNN, áreas técnicas, delegados e peritos da Polícia Federal discutem qual instrumento jurídico será usado para aprofundar o caso.

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