Jovem morreu por eutanásia após enfrentar os pais que tentaram evitar o processo por mais de dois anos.

A jovem espanhola Noelia Castillo Ramos, de 25 anos, passou dois anos enfrentando os pais na Justiça para passar pela eutanásia morreu nesta quinta-feira (26).
Ela foi vítima de um estupro coletivo em 2022 e se lançou do quinto andar de um prédio após o crime, ficando paralisada da cintura para baixo.
Antes da notícia de sua morte ser confirmada, o pianista britânico James Rhodes chegou a fazer uma proposta para evitar a morte de Noelia.
Rhodes se ofereceu para pagar pelo tratamento médico e psicológico da jovem como uma forma de desincentivar sua decisão:
“Quero te dizer que vou cobrir todos os custos do melhor atendimento médico e psicológico pelo tempo que você precisar, até que se sinta capaz de tomar essa decisão a partir de um lugar um pouco mais tranquilo”.
Ele comentou que seu posicionamento não é político e nem religioso, mas vem da empatia que sentiu pelo caso:
“Nós dois compartilhamos muitas semelhanças e eu também dediquei muito tempo a pesquisar formas legais e não tão legais de acabar com a minha vida. Esse tempo agora parece um mundo à parte.”
O próprio pianista já foi vítima de abuso sexual quando era menor de idade e é um ativista que defende jovens que passam pelo mesmo.
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Em 2024, a jovem solicitou formalmente o acesso à eutanásia, alegando depressão e sofrimento físico
Apesar do judiciário aceitar o pedido, os pais dela se recusaram a simplesmente deixar sua filha morrer.
Com apoio da organização Abogados Cristianos, eles entraram na Justiça e travaram uma batalha para tentar impedir seu suicídio.
O argumento utilizado era que a doença mental dela poderia acabar com a capacidade dela de tomar uma decisão livre sobre o fim de sua vida.
O caso foi para o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que também negou o pedido para suspender o procedimento no dia 10 de março.
A mãe da jovem, Yolanda Ramos, disse para um programa da televisão espanhola que espera sua filha mudar de ideia e que está ao lado dela “até o fim”.