Defesa afirma que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.

O senador Ciro Nogueira (PP) foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na quinta fase da operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.
Até o momento, Ciro está sendo investigado, o que significa que nenhuma dessas informações já pode ser considerada fato, apenas suspeitas.
No entanto, vale lembrar que ele havia prometido deixar seu cargo caso houvesse uma confirmação de seu nome em esquemas de corrupção.
Durante uma coletiva de imprensa, Ciro Nogueira disse que conhecia Vorcaro, mas não tinha envolvimento com o caso:
“Eu conheço todos os grandes empresários do país. Sou convidado para jantares, palestras e encontros. Agora o CPF dele é um e o meu é outro, o que vai nortear a minha trajetória de vida é a minha história”.
O senador seguiu prometendo que deixaria seu cargo se fosse aparecesse como um dos investigados por corrupção:
“Pode ter toda certeza de que o povo do Piauí, se surgir algum dia na vida alguma denúncia que seja confirmada contra o senador Ciro, eu renuncio o meu mandato. Eu jamais vou voltar ao meu estado e olhar o povo da minha terra de olho no olho se eu não tiver a autoridade e a confiança do povo”.
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A operação foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, que recebeu um relatório da PF com acusações de que o parlamentar recebeu “vantagens indevidas” de Vorcaro.
Ciro apresentou uma proposta para aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de R$250 mil para R$1 milhão.
De acordo com os oficiais, essa proposta foi construída com a participação de funcionários do Banco Master.
O documento também aborda o recebimento de pagamentos mensais e parcerias empresariais entre o senador e Vorcaro:
"No plano patrimonial, aponta-se a percepção de vantagens reiteradas, materializadas por pagamentos mensais, aquisição societária com expressivo deságio, custeio de despesas pessoais e fruição de bens de elevado valor, além de indícios de recebimento de numerário em espécie".
As investigações apontam para uma mesada estimada em R$500 mil paga pelo Master a Ciro Nogueira.
A defesa do parlamentar afirmou ao portal Metrópoles que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.
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“A maior fraude bancária na história do Brasil”, foi assim que Fernando Haddad classificou o caso do Banco Master.
Agora, policiais e jornalistas estão revelando que o Vorcaro mantinha uma ampla rede de contatos com alguns dos nomes mais poderosos do Brasil.
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