Adversários se abraçaram no meio do campo depois da vitória alemã por 7 a 1 na estreia das equipes na Copa.

Alemanha e Curaçao fizeram uma das partidas mais marcantes da Copa do Mundo até agora.
A seleção alemã repetiu o placar que aplicou sobre o Brasil em 2014 e venceu por 7 a 1. Mas não foi apenas a goleada que marcou o jogo.
Curaçao fez sua estreia em Copas do Mundo. A pequena ilha caribenha, localizada a cerca de 65 quilômetros da costa norte da Venezuela, disputou sua primeira partida e marcou seu primeiro gol na competição.
O momento foi suficiente para emocionar o técnico Dick Advocaat, o mais velho da história das Copas, que foi às lágrimas.
Jogadores alemães e curacenhos se reuniram no gramado, formaram uma roda e rezaram juntos.
Entre os atletas estavam Felix Nmecha e Jonathan Tah, da Alemanha, além de Brenet, Gorré, Kastaneer, Antonisse e Gaari, de Curaçao.
O gesto chamou atenção porque aconteceu logo depois de uma goleada. Em vez de deixarem o campo separados pelo resultado, os jogadores se uniram para agradecer pela partida e partilhar a fé cristã.
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Nmecha explicou a cena em entrevista à emissora alemã ARD.
“No jogo, somos adversários. Depois do jogo, somos todos cristãos e irmãos”.
O jogador disse que a oração foi breve e nasceu da gratidão dos atletas.
“Do ponto de vista do resultado, obviamente é ótimo para nós, mas, acima de tudo, acreditamos que Jesus é glorificado através do jogo. É por isso que nos reunimos e oramos juntos”.
Com a vitória, a Alemanha terminou a primeira rodada na liderança do Grupo E. A Costa do Marfim aparece em seguida, depois de vencer o Equador por 1 a 0.
A seleção alemã volta a campo no sábado, às 17h, contra a Costa do Marfim, no Estádio de Toronto, no Canadá.
A cena no gramado mostra como a fé continua presente até em um dos maiores eventos esportivos do mundo.
Mesmo em um ambiente de disputa, pressão e rivalidade, jogadores de seleções diferentes se reuniram para rezar e afirmar publicamente uma identidade comum.
No Brasil, essa presença religiosa também tem ganhado cada vez mais espaço. A fé evangélica saiu dos templos, alcançou comunidades, influenciou a cultura e passou a ocupar debates centrais da vida pública, inclusive na política.
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