Projeto aprovado em Sorocaba foi temporariamente interrompido pela Justiça Paulista após pedido do PSOL e de associação.

No começo do mês, Sorocaba aprovou uma lei que proíbe crianças e adolescentes menores de 18 anos de participarem da Parada Gay.
A lei previa multas de R$10 mil aos organizadores do evento e R$5 mil aos responsáveis pela criança caso fosse descumprida.
Além disso, o Conselho Tutelar deveria ser avisado assim que o caso fosse confirmado.
Menos de um mês após ser aprovada pela Câmara Municipal, o PSOl e a Associação da Parada de Vinhedo entraram na Justiça para barrar a nova regra.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) acatou o pedido e suspendeu a medida temporariamente.
Agora, a Aliança Nacional LGBTI+ e a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (Abrafh) acionaram o STF para analisar o caso.
Segundo as organizações, o projeto trata de direito civil, algo que só poderia ser decidido pela União. A matéria foi distribuída para o ministro Luíz Fux.
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O STF já começou o julgamento de uma decisão semelhante no estado do Amazonas, onde a Assembléia Legislativa aprovou uma norma semelhante.
A lei daquele estado estabelece multa de até R$10 mil por hora de exposição e justifica a medida pelo riso de exposição a nudez e conteúdo erótico.
Até o momento cinco ministrosd da Corte já votaram para tornar a lei ilegal, o placar mínimo para que isso aconteça é de seis.
Nunes Marques pediu vistas durante o julgamento no ano passado, o que fez com que a pauta fosse interrompida e adiada.
Caso o STF dê um voto a mais contra a medida, ela deixará de ser aplicada em todo o Brasil, independentemente da decisão do Legislativo.
O avanço de pautas LGBT, em especial entre as crianças, é uma das temas mais debatidos no mundo. Apesar da polêmica, poucas pessoas entendem do assunto a fundo.
Um dos primeiros experimentos sobre transição de gênero em menores foi realizado pelo médico John Money. Em 1967 um bebê recém nascido perdeu o pênis durante um procedimento de circuncisão.
Desesperados, os pais procuraram o doutor, que falou para que eles criassem a criança como se fosse uma menina e nunca contassem a verdade: ele jamais poderia saber que era um menino
O outro gêmeo também fazia parte do experimento como uma espécie de grupo controle
Durante décadas, o caso foi tratado como um grande sucesso, com base nos relatórios de John Money, no entanto, a verdade era muito diferente.
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