Política•5 min de leitura

STF toma decisões que beneficiam Flávio e aliados após vitória da direita

De alívio na pena de Débora do Batom a visita para Jair Bolsonaro, GIlmar Mendes e Moraes protagonizam movimentação.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Moraes e Gilmar Mendes
Fonte da imagem: STF

Quatro movimentos envolvendo ministros do STF ganharam destaque nas 48 horas seguintes ao primeiro turno.

Alguns estão vendo como sinais de mudança de tom do STF em relação a nomes ligados aos aliados da família Bolsonaro.

A cronologia, porém, exige uma ressalva: nem todos foram decididos depois das urnas.

Débora do Batom passa ao semiaberto

A primeira notícia foi a progressão de Débora Rodrigues dos Santos para o regime semiaberto.

Moraes reconheceu que ela cumpriu os requisitos legais e descontou 212 dias da pena por trabalho, leitura e aprovação no Enem.

Débora continuará em prisão domiciliar. A decisão foi divulgada após a eleição, mas, de acordo com o UOL, havia sido assinada em 2 de outubro, antes do primeiro turno.

Visita de Flávio ao pai volta à mesa

Já depois da eleição, a defesa de Jair Bolsonaro pediu que Flávio voltasse a poder visitá-lo.

Moraes encaminhou o pedido à PGR. Paulo Gonet respondeu que não vê motivo para manter a proibição. A palavra final ainda é de Moraes.

A restrição havia sido imposta depois que Flávio publicou uma carta do pai nas redes sociais.

Moraes arquiva investigação contra Allan dos Santos

Também veio a público o arquivamento da investigação contra Marcos do Val, Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e Ednardo Raposo.

A PGR entendeu que não havia provas suficientes para sustentar as acusações de obstrução e incitação ao crime. Moraes acolheu o parecer.

Mas aqui também há diferença entre anúncio e decisão: o arquivamento ocorreu em 4 de setembro e só se tornou público depois do primeiro turno.

Gilmar arquiva caso contra vice de Flávio

O movimento mais recente veio de Gilmar Mendes. Na terça-feira, 6, ele arquivou a apuração sobre suspeita de estupro de vulnerável contra Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro.

A PGR apontou falta de provas suficientes e contradições nos elementos reunidos. Gaspar sempre negou a acusação

A sequência chama atenção pelo momento em que veio à tona. As decisões e movimentações ocorreram ou foram divulgadas às vésperas e logo depois do primeiro turno, enquanto o país já entrava na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro pelo segundo.

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