Advogado disse que a Suprema Corte reconheceu erros em decisão anterior.

A Justiça italiana decidiu que a ex-deputada Carla Zambelli não será extraditada após passar 9 meses presa no país.
A Corte de Cassação de Roma, equivalente ao STF no país, decidiu pela anulação da decisão da Corte de Apelação, que havia autorizado a extradição.
O órgão identificou erros no julgamento realizado pelo tribunal anterior, afirmou o advogado de defesa Fabio Pagnozzi.
Ele também afirmou que a Corte reconheceu que ela está na condição de perseguida política.
“Conseguimos que não fosse extraditada a pessoa mais perseguida do Brasil. Amanhã ela pode voltar para casa como uma mulher livre”, disse Pagnozzi
Agora, ela está livre para deixar a prisão enquanto aguarda em casa pela próxima etapa do julgamento.
A decisão da Suprema Corte ainda deverá receber o aval do ministro da Justiça Carlo Nordio, indicado pela primeira-ministra Giorgia Meloni.
Ele deverá tomar sua decisão dentro de um prazo de 45 dias e depois informar oficialmente as autoridades brasileiras.
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O processo ocorre após um pedido formal do STF, que busca trazer Zambelli de volta ao Brasil para cumprimento de pena.
Ela foi condenada a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e em outro processo por porte ilegal de armas.
Zambelli deixou o país em maio de 2025, atravessando a fronteira com a Argentina e passando pelos EUA antes de chegar à Itália, onde possui cidadania.
Como saiu do Brasil após a condenação definitiva, passou a ser considerada foragida da Justiça brasileira.
A prisão ocorreu em julho do mesmo ano, após inclusão do nome da ex-parlamentar na lista vermelha da Interpol.
Desde então, ela permanece detida em Roma. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante todo o processo, sob o entendimento de que há risco de fuga.
Em fevereiro, a Justiça italiana rejeitou um pedido para substituição dos juízes responsáveis pelo caso.