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Suprema Corte italiana reconhece status de “perseguida política” de Carla Zambelli e nega extradição

Advogado disse que a Suprema Corte reconheceu erros em decisão anterior.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Carla Zambelli
Fonte da imagem: Senado

A Justiça italiana decidiu que a ex-deputada Carla Zambelli não será extraditada após passar 9 meses presa no país.

A Corte de Cassação de Roma, equivalente ao STF no país, decidiu pela anulação da decisão da Corte de Apelação, que havia autorizado a extradição.

O órgão identificou erros no julgamento realizado pelo tribunal anterior, afirmou o advogado de defesa Fabio Pagnozzi.

Ele também afirmou que a Corte reconheceu que ela está na condição de perseguida política.

Conseguimos que não fosse extraditada a pessoa mais perseguida do Brasil. Amanhã ela pode voltar para casa como uma mulher livre”, disse Pagnozzi

Agora, ela está livre para deixar a prisão enquanto aguarda em casa pela próxima etapa do julgamento.

A decisão da Suprema Corte ainda deverá receber o aval do ministro da Justiça Carlo Nordio, indicado pela primeira-ministra Giorgia Meloni.

Ele deverá tomar sua decisão dentro de um prazo de 45 dias e depois informar oficialmente as autoridades brasileiras.

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Por que Zambelli está presa na Itália?

O processo ocorre após um pedido formal do STF, que busca trazer Zambelli de volta ao Brasil para cumprimento de pena

Ela foi condenada a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e em outro processo por porte ilegal de armas.

Zambelli deixou o país em maio de 2025, atravessando a fronteira com a Argentina e passando pelos EUA antes de chegar à Itália, onde possui cidadania

Como saiu do Brasil após a condenação definitiva, passou a ser considerada foragida da Justiça brasileira.

Quando Zambelli foi presa?

A prisão ocorreu em julho do mesmo ano, após inclusão do nome da ex-parlamentar na lista vermelha da Interpol

Desde então, ela permanece detida em Roma. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante todo o processo, sob o entendimento de que há risco de fuga.

Em fevereiro, a Justiça italiana rejeitou um pedido para substituição dos juízes responsáveis pelo caso.