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Suprema Corte pode acabar com transição de sexo para presos nos EUA

Medida para acabar com essa questão está travada em meio a um embate jurídico.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Suprema corte dos eua pode acabar com troca de sexo para presos
Fonte da imagem: Imagem gerada por IA

Atualmente, os detentos presos em penitenciárias federais nos EUA que aleguem não se identificar com seu sexo podem receber tratamento hormonal e até mesmo cirurgias de redesignificação.

Isso tinha sido impedido pela política estabelecida no início do ano por Trump para o Departamento de Prisões.

Além disso, a medida do governo americano também determina que presos identificados como trans sejam levados para presídios relativos a seus sexos.

Com a mudança, os presos ainda poderiam contar com outras formas de apoio, como ajuda psicoterápica e psiquiatria.

  • O experimento com crianças conduzido por um dos principais nomes da teoria de gênero é o tema do primeiro filme internacional da Brasil Paralelo, O Menino Que Se Chamava Brenda. Assista ao trailer abaixo:

Tribunais impediram aplicação da mudança

Apesar das determinações do governo Trump terem sido feitas no começo do ano, elas ainda não foram aplicadas em meio a uma forte disputa jurídica. 

No entanto, um tribunal distrital e um tribunal federal de apelação na capital Washington impediram que a decisão entrasse em vigor.

A justificativa dos juízes responsáveis pelo caso é de que o governo federal estaria agindo de maneira “inadequada” e ignorando os resultados da experiência do governo anterior.

Caso vai parar na Suprema Corte

Agora, o governo entrou com uma ação judicial emergencial sobre o caso na Suprema Corte, de maioria conservadora.

Essa não é a primeira vez que a instituição é acionada para julgar sobre a questão dos transexuais nos EUA.

Ainda no mês de julho, a Corte decidiu que os estados podem decidir livremente se autorizam ou não homens biológicos em competições femininas.

Ano passado, o mesmo tribunal também se posicionou a favor da autonomia para que cada estado possa decidir se autoriza ou não a troca de sexo em menores de idade.

Atualmente, 25 estados americanos tem algum tipo de restrição para a transição de sexo em menores de 18 anos.

Entre os tratamentos proibidos estão cirurgias de redesignação de sexo, uso de bloqueadores de pulberdade e hormônios cruzados, utilizados para fazer o corpo se desenvolver como o sexo desejado.

A transição de sexo em crianças não é uma novidade entre as pessoas que defendem a Ideologia de Gênero.

Na realidade, o próprio médico responsável por difundir o conceito, John Money, fez um experimento envolvendo bebês. 

Ele defendia que o sexo biológico não determinava a forma como uma pessoa se identificava, mas sim a socialização a partir dos primeiros meses de vida.

O experimento polêmico de John Money

Essa tese o levou a realizar um de seus experimentos mais polêmicos, o caso dos irmãos Reimer.

Um dos principais problemas para sua teoria dentro da comunidade científica na época era que ela não poderia ser testada de maneira experimental.

O cenário muda quando aparece a família Reimer. Os pais tiveram dois irmãos gêmeos, porém um deles, Bruce, perdeu o pênis durante uma cirurgia de circuncisão mal sucedida.

Desesperados, eles aceitam seguir os conselhos do médico e criar o filho que passou pelo acidente como se fosse uma menina, Brenda.

A experiência é catalogada como um sucesso, mas a realidade dos irmãos é bem mais sombria.

Essa história está sendo contada pela Brasil paralelo em seu novo filme O Menino que se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:

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