Encontro aconteceu dentro da Casa Branca e marca uma aproximação histórica entre Síria e EUA.

Trump se encontrou com o presidente da Síria, Ahmed al‑Sharaa, na Casa Branca. Essa foi a primeira visita oficial de um chefe de Estado sírio aos EUA desde a independência do país, em 1946.
O encontro foi realizado no Salão Oval e simboliza uma aproximação inédita entre Washington e Damasco, após mais de uma década de rompimento diplomático e sanções.
Durante a reunião, Trump e Sharaa discutiram a reconstrução da Síria, a retomada de relações diplomáticas e a cooperação regional.
Segundo um comunicado conjunto, os dois países também firmaram um acordo de 180 dias para suspender parte das sanções americanas.
A medida permite a exportação de bens civis, softwares e tecnologias dos EUA para o território sírio.
O acordo foi oficializado pelos Departamentos do Tesouro, Estado e Comércio, renovando a isenção da Lei César de Proteção Civil da Síria (2019), que havia imposto severas restrições econômicas ao antigo regime Assad.
A suspensão mantém proibidas transações com entidades ligadas ao Irã e à Rússia, países que apoiaram o antigo regime.
Em declaração à imprensa, Trump afirmou que “quer ver a Síria se tornar um país bem-sucedido” e disse “acreditar que esse líder consegue fazer isso”
Já Sharaa disse que o encontro representa “uma nova era” para seu país, prometendo cooperação em segurança e ajuda humanitária.
Após o encontro, Washington confirmou que a Síria será o 90º país a integrar a coalizão internacional contra o Estado Islâmico.
O governo Trump também anunciou que Damasco poderá reabrir sua embaixada em Washington, suspensa desde 2012.
Fontes diplomáticas indicam que os Estados Unidos estudam instalar uma base militar próxima à capital síria, para coordenar operações humanitárias e monitorar grupos extremistas.
Ahmad al‑Sharaa foi o principal comandante da Frente al‑Nusra, braço da Al‑Qaeda na Síria durante a guerra civil.
Em 2016, rompeu formalmente com a rede terrorista e liderou a criação do Hay’at Tahrir al‑Sham (HTS), uma com discurso mais nacionalista, mas ainda classificada como terrorista por diversos países.
Após anos de conflito, o HTS derrubou o regime de Bashar al‑Assad em dezembro de 2024.
Desde então, Sharaa comanda a Síria como presidente interino. O novo regime é acusado de ataques contra minorías étnicas e religiosas, principalmente os drusos.
Em julho, Israel bombardeou o Ministério da Defesa em Damasco como forma de exigir o fim dos massacres contra esse grupo.
Apesar das acusações, al-Sharaa tem conseguido inserir a Síria no plano internacional, sendo bem recebido por líderes ocidentais como Donald Trump.
Após viagem para o Oriente Médio, o presidente americano derrubou as sanções econômicas contra a Síria.
Ele chegou a chamar o novo presidente de “atraente” e “durão” e falou que daria "uma chance de grandeza" ao país. A União Europeia e o Reino Unido também aliviaram as sanções contra o país.
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