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Sua garrafinha de água pode ter 40 mil vezes mais bactérias do que um vaso sanitário, diz estudo

Pesquisadores identificaram até 300 mil bactérias em garrafas usadas por uma semana sem lavagem adequada.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Garrafa de água esportiva branca com tampa preta em destaque no chão de uma academia, com uma pessoa treinando com halteres ao fundo em desfoque (bokeh). Estilo de vida saudável e hidratação no treino.
Fonte da imagem: Gerada com IA

Ela está na bolsa, na mesa do trabalho, do lado da esteira na academia. A garrafinha de água virou símbolo de quem se cuida. Talvez você tenha uma do seu lado agora enquanto lê esse texto. Mas quando foi a última vez que você a lavou de verdade?

Estudos realizados nos Estados Unidos mostram que uma garrafa usada por uma semana sem lavagem adequada pode acumular até 300 mil bactérias por centímetro quadrado.

Isso significa 40 mil vezes mais germes do que a tampa de um vaso sanitário.

O problema começa pela boca 

A cada gole, saliva, restos de comida e células mortas entram na garrafa. Em um ambiente fechado e úmido, esses resíduos se acumulam e formam uma camada de bactérias e fungos. Os cientistas chamam isso de biofilme.

É aquela sensação gosmenta que aparece quando você passa o dedo no interior de uma garrafa mal lavada. Ali dentro, há risco de uma intoxicação alimentar.

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Americana foi parar no hospital por não lavar a garrafa

Uma jovem americana descobriu isso da pior forma. Ela desenvolveu tosse persistente e uma inflamação séria nos pulmões.

Após muitos exames, os médicos identificaram que o problema estava no bocal da garrafa térmica que ela usava diariamente.

Mofo e bactérias haviam se acumulado ali. A cada gole, ela ingeria e respirava esporos de fungos sem saber.

O tipo de garrafa também importa

Nem todas as garrafas oferecem o mesmo risco. Pesquisadores testaram diferentes modelos e chegaram a resultados que surpreendem.

As mais perigosas são as do tipo Slide Top, aquelas com mecanismo deslizante no bico. Chegam a acumular 900 mil bactérias por centímetro quadrado.

Os cantos e frestas do mecanismo impedem a limpeza adequada e criam o ambiente perfeito para o crescimento de fungos.

As garrafas de bico ou rosca ficam em segundo lugar, com cerca de 160 mil bactérias. A rosca retém água que não seca corretamente.

As que apresentaram menor contaminação foram as com canudo embutido, registrando cerca de 30 mil bactérias, justamente por reduzir o contato direto com a boca.

Garrafas de plástico com riscos internos representam risco dobrado. Essas marcas funcionam como esconderijos para os germes.

O aço inox é mais resistente, mas não resolve o problema sozinho. Sem lavar, nenhum material é seguro por mais de uma semana.

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Como lavar corretamente a garrafinha de água?

A regra mais importante é: a lavagem tem que ser diária. Para isso, o ideal é usar uma escova de mamadeira para alcançar o fundo e as laterais.

Na parte externa, o lado amarelo da esponja evita arranhões que facilitam o acúmulo de bactérias.

Uma vez por semana, a limpeza deve ser mais completa.

Encha a garrafa até a boca, adicione uma colher de sopa de bicarbonato de sódio e deixe agir por alguns minutos antes de enxaguar.

O bicarbonato elimina o odor e solta resíduos acumulados sem danificar o material.

Em casos mais graves, com água velha parada ou mofo visível, cloro ou água sanitária resolvem. Basta deixar de molho por 15 minutos e lavar bem em seguida.

As tampas merecem atenção especial

As dobras da rosca são o ponto favorito das bactérias e exigem uma escovinha específica para limpeza adequada.

Lavar a garrafinha diariamente é um hábito simples que traz benefícios diretos para a saúde.

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