Policiais apreenderam veículos blindados, armas de guerra e até lança-foguetes durante a ação.
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Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, o México está sendo palco de cenas de guerra, com trocas de tiros nas ruas, bloqueios em estradas e negócios em chamas.
O caos tomou conta do país neste domingo (22), após a morte do chefão do tráfico Nemésio Oseguera Cervantes, mais conhecido como El Mencho, em uma operação do Exército Mexicano.
El Mencho era o principal líder do Cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG), uma das organizações criminosas mais poderosas e violentas do mundo.
A operação que acabou com sua morte aconteceu enquanto ele se preparava para pegar um avião rumo à cidade do México, onde receberia tratamento de saúde.
Rumores alegam que ele tinha uma doença renal crônica e chegou a fazer um hospital particular na região em que morava.
Assim que os agentes tentaram abordá-lo, seus homens abriram fogo contra os oficiais, levando a uma troca de tiros que acabou com quatro mortos.
Outros três membros do cartel ficaram feridos, entre eles El Mencho, mas acabaram morrendo enquanto eram transportados para a Cidade do México, onde receberiam tratamento.
Três militares mexicanos que participaram da ação ficaram feridos, mas conseguiram sobreviver após a ajuda médica.
Uma nota da Secretaria de Defesa Nacional afirmou que foram apreendidos veículos blindados e armas, “incluindo lançadores de foguetes capazes de derrubar aeronaves e destruir blindagens”.
A operação que contou com o apoio da inteligência americana, o que foi confirmado pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt:
"Os Estados Unidos forneceram apoio de inteligência ao governo mexicano para auxiliar em uma operação em Tapalpa, Jalisco, México, na qual Nemesio ‘El Mencho’ Oseguera Cervantes, um infame barão das drogas e líder do Cartel de Jalisco Nova Geração, foi eliminado.
Leavitt também destacou que Trump havia considerado a facção CJNG uma organização terrorista ainda no ano passado:
“No ano passado, o Presidente Trump designou corretamente o Cartel de Jalisco Nova Geração como uma Organização Terrorista Estrangeira — porque é exatamente isso que ele é… os Estados Unidos garantirão que os narcoterroristas que enviam drogas mortais para nossa pátria sejam forçados a enfrentar a ira da justiça que há muito merecem.”
A organização criminosa de El Mencho é uma das principais fornecedoras de fentanil para os EUA. A droga tem causado uma crise de saúde sem precedentes no país.
A Secretaria de Defesa Nacional do México já havia trazido a informação de que os americanos colaboraram com a ação.
Durante uma conversa com jornalistas hoje (23), Sheinbaum disse que os militares mexicanos não receberam ajuda das forças armadas americanas:
"Não há participação na operação por parte das forças dos Estados Unidos; o que há é muita troca de informações".
Seu governo aumentou a cooperação com agências de segurança americanas, inclusive com os serviços de inteligência dos EUA.
Desde que voltou à Casa Branca, Trump tem pressionado o México por políticas de segurança mais rígidas e parcerias para combater o crime organizado.
Cláudia já chegou a falar publicamente contra a guerra ao narcotráfico em seu país:
“Todos esses da direita que enchem a boca para falar em Estado de direito defendem a guerra contra as drogas. A guerra às drogas está fora da lei, porque como é dito em várias ocasiões ‘é permissão para matar sem nenhum julgamento’ e não serviu para nada.
Ela também acusou os defensores desse tipo de política de “autoritários” e chegou a compará-lós com os fascistas.
O partido de Sheinbaum defende que o tráfico pode ser combatido através de políticas sociais, um modelo chamado de “abraços e não balas” por seu antecessor Manuel López Obrador.
O governo focou em políticas sociais e afirmativas que tirassem os jovens do tráfico, o que não conseguiu resolver o problema da violência.
Na realidade, os primeiros anos do governo Obrador foram marcados por um aumento na violência e recordes de assassinatos no país.
Uma nação que seguiu por um caminho totalmente diferente foi El Salvador. Lá, o governo do presidente Nayib Bukele aplicou uma política linha dura e conseguiu acabar com as gangues que dominavam a região.
O país deixou de ser um dos mais violentos do mundo para se tornar um dos mais seguros, com mais de 1000 dias sem um assassinato.
No entanto, o modelo tem sido criticado por ONGs e opositores, que acusam Bukele de violar direitos humanos e transformar El Salvador em uma ditadura.
A Brasil Paralelo levou suas câmeras para lá e entrevistou ministros, jornalistas e até entrou nas principais prisões do país. O documentário vai ser lançado em breve.
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