Pesquisa mostra que população não confia em políticos e nem em autoridades do judiciário.

Mais de 23 milhões de brasileiros vivem em áreas em que as leis do governo não chegam e quem faz as regras é o crime organizado
No entanto, uma pesquisa do instituto AtlasIntel mostra que 91,5% do povo acredita que o poder das facções vai além dessas regiões controladas pelo poder paralelo.
Os entrevistados foram questionados se acreditam que o crime organizado tem poder e influência dentro do próprio Estado que deveria combatê-las.
Apenas 7,1% discordaram quando perguntados se acreditavam na possibilidade do crime ter influência sobre a política e a Justiça.
Essa percepção piorou desde o ano passado. Em fevereiro de 2025, esse índice era de 85,5%.
Cerca de 98% do público feminino acredita que as organizações criminosas controlam setores de poder no Brasil.
Entre os homens, 84,6% acreditam nessa mesma afirmação.
A percepção também varia de acordo com a região. O Sul tem o maior índice, com 99,9% dos entrevistados acreditam na influência do crime organizado nas esferas de poder.
Em seguida aparecem:
O Nordeste registra o menor percentual, com 73,4%, cerca de 25 pontos percentuais abaixo das regiões com maior índice.
A pesquisa também descobriu que o posicionamento político do entrevistado também interfere em sua resposta.
Entre eleitores de Jair Bolsonaro, 99,3% acreditam que as facções dominam setores da política e da Justiça.
Quando se trata de eleitores de Lula, o índice é de 85,5%.
A pesquisa também questionou se os políticos estão genuinamente comprometidos em combater o crime.
A pesquisa ouviu 4.986 pessoas entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto percentual.
A verdade é que o crime organizado se estruturou ao longo dos anos e tem se tornado uma força cada vez mais importante no país.
Em meio a esse cenário, a sensação de insegurança e impotência dos cidadãos comuns só aumenta.
A Brasil Paralelo investigou as origens da crise que assola o país com o documentário Entre Lobos. Assista ao trailer abaixo:
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