Defesa afirma que a prisão preventiva não foi reavaliada e o STF ignorou um pedido de soltura.

Os advogados do banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março deste ano, entraram com uma denúncia contra o Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
O órgão faz parte da Organização dos Estados Americanos e tem a função de promover os direitos humanos no continente.
A defesa do banqueiro dono do Master pede ajuda para que ele seja libertado e alega que ele é vítima de violações em seus direitos.
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O motivo das alegações está no fato de o STF ainda não ter avaliado um pedido de soltura encaminhado no dia 18 de setembro.
“A decisão de 29 de outubro manteve o caso na Presidência, em caráter provisório, mas o pedido de liberdade apresentado em 18 de setembro continua sem ser apreciado. E, como o caso está na mais alta corte do país, não há instância superior a que recorrer. Não se trata de simples demora: há uma pessoa presa e, há mais de 40 dias, nenhuma decisão sobre o seu pedido. Persiste a negação do próprio acesso à Justiça”, escreveram os advogados.
Além disso, os advogados destacam que a prisão não teria sido reavaliada após um período de 90 dias, como manda a legislação brasileira:
“Até hoje não há denúncia nem ação penal. O indiciamento lançado nesta semana em relatório parcial da Polícia Federal não é acusação formal: é ato unilateral da autoridade policial, praticado em apenas uma das investigações ainda inconclusa e apoiado em prova cuja integridade não pode ser verificada. A revisão da prisão a cada 90 dias, que a lei brasileira torna obrigatória, não foi feita”.
O pedido foi encaminhado ao órgão ainda na terça-feira passada, dia 27 de outubro, e ainda não passou por nenhuma análise.
O banqueiro se encontra em prisão preventiva na Papudinha, instalação da PM dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.