Fala do ator foi politizada e contou com defesa de filmes sobre o regime militar.
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Quando subiu no palco para receber o prêmio de Melhor Ator no Globo de Ouro, Wagner Moura começou a fazer um discurso, algo comum na premiação.
No entanto, o ator decidiu usar o espaço para falar sobre a política brasileira e a memória do regime militar.
Ele afirmou que era importante fazer filmes sobre o período e disse que os acontecimentos da época ainda marcam a política nacional:
“Eu acho que precisamos continuar fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura é uma ferida aberta na vida brasileira, aconteceu há apenas 50 anos.”
O ator continuou fazendo críticas diretas ao governo Bolsonaro e chamando o ex-presidente de “fascista”:
“Nós tivemos recentemente, entre 2018 e 2022, um presidente de extrema direita/fascista no Brasil, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura.”
Ano passado, a atriz Fernanda Torres também ganhou um Globo de Ouro por causa de uma produção sobre o regime militar, Ainda Estou Aqui.
O filme conta a história da família Paiva após o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva.
A obra foi muito bem recebida nos setores internacionais, se tornando o primeiro nacional a ganhar um Oscar.
Mesmo após 50 anos desde a redemocratização, a memória do regime militar segue sendo alvo de narrativas e debates.
A Brasil Paralelo chegou a sofrer críticas por tentar abordar o tema de maneira abrangente, com o documentário 1964: O Brasil Entre Armas e Livros. Clique aqui e assista completo sem pagar nada.
Wagner Moura venceu o prêmio de melhor ator no Globo de Ouro, um feito inédito na história do cinema Brasileiro
A produção que garantiu sua vaga na competição, O Agente Secreto, também ganhou na categoria melhor filme em língua não inglesa, quebrando o jejum de 27 anos, quando Central do Brasil concorreu.
Essa foi a primeira vez que uma produção brasileira conseguiu ganhar prêmios em duas categorias no Globo de Ouro.
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