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A estratégia financeira por trás dos R$ 34 milhões transferidos pela família de Toffoli ao exterior

Se você ainda não pensou em diversificar internacionalmente, talvez agora mude de ideia. Texto de opinião escrito por Francisco Litvay.

Por
Francisco Litvay
Publicado em
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli.
Fonte da imagem: Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli.

Artigo de Opinião

Os desdobramentos do caso do Banco Master estão piores do que o desenho Caverna do Dragão. A cada semana surge um detalhe e um monstro novo, e você acompanha, acompanha… mas o final nunca chega.

E foi justamente uma dessas descobertas mais recentes que virou o gancho perfeito que eu precisava para trazer o tópico de hoje.

Mas antes de começarmos, para quem ainda não me conhece: meu nome é Francisco Litvay. Há anos acompanho de perto como decisões políticas e econômicas impactam a vida de pessoas e empresas em diferentes países. 

Sou fundador da Settee, uma empresa focada em estratégias de internacionalização, Teoria das Bandeiras e diversificação geográfica de patrimônio e negócios.

Feita essa introdução, ao invés de seguir o caminho óbvio e repetir tudo o que já estão falando por aí, explicar todo o contexto do caso Vorcaro, destrinchar os esquemas e listar todos os envolvidos, resolvi fazer diferente.

Hoje eu vou aproveitar a mesma estratégia usada pela “família de um ministro do STF” para te guiar para dentro de um dos maiores paraísos fiscais da atualidade.

Então passe comigo pelo portal dos milionários/bilionários e entre nas:

Ilhas Virgens Britânicas: um dos principais paraísos fiscais da atualidade

Road Town, na ilha de Tortola, Ilhas Virgens Britânicas

As BVI’s são um território britânico ultramarino formado por mais de 40 ilhas, localizado no mar do Caribe, a leste de Porto Rico. 

À primeira vista, parece só mais um desses lugares que viram cartão-postal, com mar azul e clima perfeito o ano inteiro.

Mas, obviamente, não é só isso que atrai tanta gente endinheirada.

Na verdade, o principal motivo das BVI’s serem tão procuradas é exatamente o mesmo que fez a “família de Toffoli” transferir cerca de R$ 34 milhões em cotas para uma offshore nessa jurisdição.

não existe imposto sobre rendimentos, lucros, ganhos de capital ou retenção na fonte para empresas offshore e estrangeiros. A administração da empresa pode ser feita de qualquer lugar do mundo, sem necessidade de presença física, o dólar americano é a moeda oficial, o que facilita operações internacionais sem restrições cambiais relevantes.

E tem mais um detalhe importante, historicamente, as Ilhas Virgens Britânicas dificultam o acesso público às informações sobre os verdadeiros proprietários das empresas. O que não significa ilegalidade, dependendo de como você usar, mas um nível elevado de confidencialidade corporativa, algo extremamente valorizado por investidores internacionais.

Ou seja, além da isenção de impostos, a falta de exigência de presença física também é o lugar perfeito para proteger LEGALMENTE seu dinheiro de governos sedentos e intervencionistas.

Mas talvez você saiba que esse não é o único caminho possível quando o assunto é deixar o patrimônio sem fronteiras.

E é aí que começam as dúvidas:

  • BVI’s, Bahamas, Ilhas Cayman, Panamá… onde faz mais sentido criar uma offshore?

  • Uruguai ou Paraguai: ainda vale a pena pensar em saída fiscal?

  • E em que momento estruturar uma holding realmente se torna necessário?

Se essas dúvidas já começaram a aparecer na sua cabeça, você provavelmente já deu o primeiro passo: perceber que depender de um único país pode ser um risco maior do que parece.

E se essa reflexão também fez você pensar em como proteger sua liberdade financeira e geográfica, conte com a Settee. Nosso trabalho é ajudar você a organizar esse cenário e transformar possibilidades em estratégia: novas residências, empresas, cidadanias, contas bancárias ou um planejamento tributário pensado para o mundo de hoje.

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Porque no final das contas, a sua vida te pertence.