Nascido na pobreza, ele se tornou um dos maiores autores da história do país. Descubra quem foi Machado de Assis e sua história
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Neto de escravos e filho de família humilde, Machado de Assis começou a estudar muito cedo. Publicou seu primeiro poema com 16 anos e engajou em uma carreira de romances e crônicas, tornando-se futuramente o maior romancista de sua época.
Machado se transformou no expoente do realismo na literatura brasileira com seu conto Memórias Póstuma de Brás Cubas. A obra marcou o início de uma nova fase na sua escrita, essa muito mais dedicada a explorar a psicologia dos seus personagens.
Descubra quem foi Machado de Assis e porque seus estudos do comportamento humano em forma narrativas o consagraram como um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos.
Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no morro do Livramento no Rio de Janeiro dia 21 de junho de 1839. Sua irmã nasceu dois anos depois dele, mas morreu com quatro anos de idade. Exatos quatro anos depois disso, Machado ficou órfão de mãe.
Seu pai se casou de novo em 1854 e sua madrasta o tratou como uma segunda mãe. Machado começou sua carreira como escritor em 1856. Ele publicou seu primeiro poema intitulado “Ela” e tornou-se aprendiz de tipógrafo na Tipografia Nacional.
Em 1858, passou a revisar os livros da livraria de Paulo Brito (escritor e jornalista). Depois disso, foi para a revista O Espelho, onde trabalhou como crítico teatral. Enquanto isso, estudava latim com um padre que conhecia e francês com o forneiro de uma padaria.
Em 1860, foi convidado pelo jornalista Quintino Bocaiuva a escrever os periódicos Diário do Rio de Janeiro e A Semana Ilustrada. Machado chegou a ser representante do jornal no Senado. Dois anos depois, acrescentou o periódico O Futuro à sua lista de trabalhos.
Em 1867, foi trabalhar no jornal Diário Oficial e foi consagrado Cavaleiro da Ordem da Rosa, honraria oficial do Império do Brasil. Dois anos depois, casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais.
Em janeiro de 1873, o jornal Arquivo Contemporâneo publicou uma capa em que José de Alencar, o maior romancista do Brasil na época, dividia espaço com Machado de Assis.
No mesmo ano, foi nomeado Secretário de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Enquanto trabalhava no órgão público, trabalhava em seu conto Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Em 1888, tornou-se Oficial da Ordem da Rosa, um grau mais elevado que o título de Cavaleiro que já havia recebido. A essa altura, seus escritos já eram conhecidos por todo o país e Machado de Assis podia se considerar um homem bem-sucedido, ainda que sofresse preconceito por ser gago e negro. Também sofria de epilepsia.
Em 15 de dezembro de 1896, Machado de Assis tornou-se o principal fundador da Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 20 de julho de 1897, ele inaugurou a instituição como seu primeiro presidente.
Sua esposa morreu em 1904. Em homenagem a ela, Machado escreveu o soneto “A Carolina” dois anos depois. Morreu em 29 de setembro de 1908.
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Principal expoente da literatura realista no Brasil, Machado de Assis foi marcado por duas fases de escrita muito características.
O narrador costuma adotar um tom mais sentimental, típico do Romantismo. As histórias apresentam amores idealizados e personagens femininas retratadas como figuras quase perfeitas.
Um ponto frequente nessas obras é o tema da busca por ascensão social, que surge na trajetória de vários personagens.
Embora Machado ainda esteja no período romântico, já aparece em seus textos um certo toque de ironia, que não é exclusivo do momento realista. Ela já dá sinais de presença desde seus primeiros escritos.
Na segunda fase de sua obra, o autor adota o realismo: seus romances usam a ironia para expor a elite burguesa como corrupta, hipócrita e movida por interesses.
A narrativa foca na psicologia dos personagens, explorando seus pensamentos e conflitos internos, muitas vezes por meio de monólogos interiores. Entre os temas comuns está o adultério, típico desse tipo de romance realista.
A obra aborda a vaidade humana, a crítica à sociedade carioca do século XIX e a reflexão sobre a morte e a efemeridade da vida.
A história explora o poder da ciência sobre a vida das pessoas, a loucura versus a razão e a crítica ao autoritarismo e à rigidez social.
A obra discute a ambição, a instabilidade humana, a corrupção moral e apresenta uma reflexão filosófica sobre o comportamento das pessoas.
O romance trata do ciúme, da dúvida, da subjetividade da memória e da dificuldade de distinguir a realidade da interpretação pessoal.
A Brasil Paralelo tem um artigo de resumo e análise de O Alienista de Machado de Assis. Leia para saber mais a respeito da obra.
A partir de 1941, a Academia Brasileira de Letras passou a ser conhecida como Casa de Machado de Assis, em referência ao escritor. Há uma estátua de bronze dele logo na entrada.
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